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Arquivo de Setembro, 2008

inventar


só porque assim parece que o cabelo não cai, o vento abranda no vale e a razão é um torrão de açucar duro.
- quando escrevo açucar, faco-o a medo; lembro-me de um ditado da 3ª classe em que fui ‘humilhado’ por ter errado ao escrever a palavra; escrevi açuçar.
guarda os sonhos, não guardes os lenhos

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How long

 

via flickr

SONETO DA ESPERA
Que bem conheço a espera e o seu lanço!
Ao princípio é cadeira de balanço,
uísque, livro, fumo azul no ar.
É a espera projecto de esperar.
Um denterrato rói esse tabique
e sobre o tempo-antes uma fresta
se abre-fecha para maior abrir-se.
o tempo-agora já se despessa
e o tempo-antes cresce. Qual balanço,
uísque, livro, fumo azul – a espera!
Adulterado [...]

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Soalho antigo

Clean foot

A madeira range, seca e gasta. O pé aquece como um réptil. O sol é um guardador de sonhos. Não fica a pegada, como na areia, como na terra. Fica tão-somente a sombra. E o espaço que se preenche naquele momento iluminado. Quente. Gasto. Daquela árvore saudoso.
Desbotado
Queimado pelo tempo e pela luz difusa filtrada [...]

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O fim do Verão

 
 
Quando chegam as últimas semanas de Setembro, a terra aguarda a chuva que retempere as suas entranhas.
Depois de amanhã último dia útil de férias. Mais um ano que se inicia. Mais um risco na parede. Só as pernas já pedem renovação.
O Outono é um sossego.

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Revery

To make a prairie it takes a clover and one bee,
One clover, and a bee,
And revery.
The revery alone will do,
If bees are few.
Emily Dickinson

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dump

in one day, away
in other, further.
Sometimes the only path is a narrow bend…..

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