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Posts Tagged ‘Cavernas’

Green house window

De cada janela aberta pelo vento, há uma aragem nova que entra. Lá fora é constante. Saio pela porta.

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Sombras

Até a minha sombra já não me obedece. Fico imóvel na escuridão. Apenas a luz que se reflecte no espelho alimenta a vida na parede branca e velha. Vim de longe, percorri distâncias e obstáculos, derrubei barreiras, perdi batalhas e amizades. Desistir não basta. Há mais porque participar. Mas nunca num passado. O presente tem sombras. [...]

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Vivências

Encontrar a falta de percepção perdida há tantos anos esquecidos, leva a um preconceito (errado ou não) de saber se o que se gosta, por mais limitativo que seja, é uma seta ou um alvo. Caminhar na areia deixa marcas. Que qualquer maré apaga. Há que voltar a fazê-las ou então achamos que a maré [...]

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Saturação

fixo em sua vaidade
há nele uma dimensão
quebrada pela vontade
de suster a ascenção
azedando a fria verdade
de apadrinhar a paixão

já satura a sensatez
molhada pela lágrima da altivez

deixa-o cá neste canto
jamais teve alma de santo
mas será dilema para tanto?

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in-pensar

à pressa modifiquei a distância
só depois percebi que era imutável
era tarde e não tinha moedas
adormeci
ao longe a lua crescia
só então haverá outro dia

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sinais

 
no amanhã inverso da água passada, dissolve-se a imagem sonhada no banco frio do jardim silencioso.
do talento novo se mistura a madrugada
na estrada sinuosa se descansa e derrete o alcatrão poroso

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Gota de nada

 
Dentro daquilo que é
A construção do presente
Faz-se pé ante pé
Descalço ou sem corrente
 
Mergulhando no mar sem ondas
Ouves o eco profundo
Dos golfinhos
E das lendas
Em qualquer parte do mundo
Os raios de sol não estão sozinhos

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Uma só semelhança

sonhei um dia ser diferente
daquilo que hoje sou
mas quando olhei em frente
onde era para ir já não vou
         
depois tentei parar
mas a vida ia mais depressa
do que eu podia esperar
e a fome não era essa
     
molhei os pés na água fria
só porque o da frente o fazia

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Inside

Será que é preciso morrer
Para ver o coração por dentro
Entrar nele e saber
O que corre dos dedos até ao centro?         
 
Apertar
Sentir a vida mudar
Em cada segundo que bate
E dizer um disparate
 
Para perceber afinal
Que a luz que não vês
É apenas um sinal
Que não se conta até três…
        
 
 
 

O frio enrija
Mesmo que o corpo não exija
Onde há [...]

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