Posted in Poesia, com etiqueta Outono, REM on 09 /Novembro/ 2009 | Leave a Comment »
olhando à volta da ilha
sentado na areia molhada
desenhando na lua que brilha
como casa abandonada
.
do escuro já não há receio
a viagem assim o legou
e já passado o seu meio
a realidade cegou
.
deixa-me estar
em mim é assim
esta forma de vingar
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Posted in Poesia, Vida, com etiqueta REM on 09 /Novembro/ 2009 | 2 Comentários »
nobreza de espírito é coisa que não se desencanta
só a pena
jamais saberei o que a surpresa canta
nesta vastidão amena
.
relego para sempre a tua deixa
como um talvez
uma dor que não se queixa
sem doer de vez
.
o parco semblante nada te diz
é tardio
esta utopia que sempre quiz
já não brota desta terra em pousio
.
sê mais que um desejo
depois será [...]
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Posted in Escrita, Fotos, Vida, com etiqueta Cavernas, Nuvens, REM on 05 /Novembro/ 2009 | Leave a Comment »
Até a minha sombra já não me obedece. Fico imóvel na escuridão. Apenas a luz que se reflecte no espelho alimenta a vida na parede branca e velha. Vim de longe, percorri distâncias e obstáculos, derrubei barreiras, perdi batalhas e amizades. Desistir não basta. Há mais porque participar. Mas nunca num passado. O presente tem sombras. [...]
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Posted in Cavernas, Escrita, Fotos, com etiqueta Horizon, REM on 04 /Novembro/ 2009 | Leave a Comment »
nestas fórmulas desenhadas no velhinho papel pautado, resultam sempre paisagens austeras e revoltas.
nem a pausa para sonhar dá pistas na estrada deserta.
perdida a vontade de buscar a serenidade, ao longe desce no horizonte o quarto minguante que fez parte de nós.
as metas transformam-se em epitáfios…
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Posted in Escrita, Fotos, Vida, com etiqueta Amigos, Horizon, REM on 23 /Outubro/ 2009 | Leave a Comment »
Nada como pouco mais de meia-dúzia de palavras para ver um horizonte pintado de uma outra maneira. As cores mantêm-se mas a profundidade difusa dá uma visão platónica da realidade. Ver é diferente de sentir.
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Posted in Cavernas, Escrita, Fotos, com etiqueta REM on 22 /Outubro/ 2009 | 3 Comentários »
amanhecer
ficar
figura
dosear
neblina
profundo
maré
desconfiar
luzes
ajuda
percepção
paz
solidão
eco
esconder
auxílio
pequeno
dobrar
esquecer
memória
(…)
ansiedade
desejar
entrada
união
soltar
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Posted in Escrita, com etiqueta REM on 02 /Outubro/ 2009 | Leave a Comment »
nessa praia longínqua e hoje diferente, onde já não vou, está esse espírito ausente. nessa fixação amarga e doce me sinto.
O brilho dos olhos ficou para sempre. Seria renascido.
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Posted in Escrita, Fotos, Não classificado, com etiqueta Outono, Paz, REM on 30 /Setembro/ 2009 | Leave a Comment »
no princípio era a paz absorta. Veio a luz do sol, que o ocaso esvaneceu. agora só a dimensão pequena ganha vida por uns segundos…
Sigamos apenas a viagem sem destino
Ciganos sem luto, caminhos sem morte
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Posted in Vida, com etiqueta Interior, Poesia, REM on 31 /Março/ 2009 | 4 Comentários »
.
O primeiro
plano em que se revela a realidade escondida-
Sentes a sua presença desde Janeiro
Mas distingues apenas ao longe o sentido da vida
.
Se houver luz
Se não houver quem nos
diga que é afinal
um reflexo natural
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Posted in Escrita, Vida, com etiqueta REM on 10 /Outubro/ 2008 | Leave a Comment »
De vermelho vestida, pele usada e gretada, por entre as folhas que caiem, pensando na vida e na água, por vezes salgada. Esbate-se na esquina e no jardim, levada pelo vento modesto.
(…)
Só depois percebi que era um sonho, uma frase solta sem argumento. Ainda assim sentei-me no degrau intermédio, esperando que a chuva viesse.
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