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Posts Tagged ‘Sol’

imagem

falta-me a intenção desmedida como um dizer silencioso perder no horizonte a imagem da vida preencher um espaço  frio com um verso precioso procuro a profundidade de campo luminosa a contraluz imperfeita redime-se a via dolorosa na rara incerteza da abertura estreita

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Etapa

stay there and give me your sunlight

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Santuário

escolhido ao acaso dúvidas e certezas a triplicar rompendo a direito contra o atraso buscando uma pressão salutar ¨ desdenho a resignação rica em pesadelos não faço contas à rescisão seguir em frente e esquecê-los ¨ não sei acordes de guitarra não tenho âncora nesta amarra hasteio a confiança aprendo o hino e a dança

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ficar quieto e sem tecto…..

é mais que saber o alfabeto

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Medição

entre a sombra e a nuvem vai distância no meio delas vive quem nada tem um ponto branco sobrevive à solidão e apenas ele é o maior bem pois tudo o mais é de menos importância pois cabe inteiro na tua mão

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post-erior

há quem mereça há quem aborreça há quem esmoreça

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Atravessar

de concreto nada digo ao sabor do tempo lento me embalo naquela parede caiada a vida sigo a incerteza calo ficando na sombra, por quase nada ¨ surpresa é quando fechas os olhos e saboreias as palavras que vão crescendo libertas das velhas ameias ¨ e assim ficando, lado a lado coração aberto, abraço apertado

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Às vezes penso

que a filosofia é uma cesta de vime. Questiona a parte incerta que não se vê. A Critica da Razão Pura terá sido escrita na base de uns Schnäpse? Não pergunto, não entendo, não sei a volta a dar nas ruas apinhadas. Pressinto apenas forças contrárias, buracos negros iluminados. À condição, escrevo uma ode de [...]

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Hexagero

não há deuses, nem almas, nem versos há caprichos e coincidências ventos e rumos dispersos orgulhos cultivados pelas tendências ¨ não há vida merecida nem morte que seja má sorte

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Imiscível

sonhei com ondas quietas nada mais do que ilusão não há portas abertas onde se sepulta a paixão ¨ quero é desaparecer subir à árvore e saltar neste impulso humilde e cego a verdade faz doer pois nunca saberei enfrentar a luz cinzenta onde me cego ¨ a minha cor não me abandona sou azeite, não acetona

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