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as coisas vazias

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Photo via Visualhunt

o sal que se dissolve

na tua face

arrefece

mesmo depois de um beijo

ou dum abraço

não há espaço

nem ensejo

para entender o vazio que se move

na queda duma folha morta

que preenche a tua porta

e é tudo o que terás

quando o fim ficar para trás

 

 

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dança de aves nocturnas

Sentado no mocho

quanto de ti há
num pedaço simples da vida
numa linha dum livro esquecido
quando o nunca era já
naquela carta perdida
naquele beijo nascido
|
       numa valsa longa e serena
       subimos para lugares supremos
       naquela estrela mais pequena
|
e foi noutra noite nublada
que foste sem dizer nada
ao sabor da corrente
que só a alma sente.

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Perseverança errada

odd days to remember in the dark

Sentado no mocho

sempre serei o que sou

e não apenas aquilo que sei

se não percebes aquilo que dou

guarda as palavras que nunca dei

tudo tem um fim

mesmo o que não começa

nada foi mais que assim

por menos que assim pareça

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de grau

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Photo credit: akigabo via VisualHunt / CC BY-ND

a vida

e as suas cores

as suas dores

sombras e luzes

breve, conexa, oscilante, de fugida

de todas as formas que a uses

– será que a vontade suplanta a saudade?

¨¨¨¨¨¨¨

e vem o Outono

e as folhas caem

ao abandono

todas as lágrimas saem

por um simples beijo na testa

na cama desfeita depois da sesta

pegada

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Photo via Visual Hunt

perdoa se conseguires ir além

do que é conforto

navega fora do porto

não há abrigo para lá dos passos que dás

se fores capaz

de ser ninguém

algo

ritmo baixo, por entre tanta emoção sem lágrimas, deduzir imperativos menores, já que nada ensina a ser cavaleiro andante nem poeta errante.

encaixar espaço vazio com palavras certas, a quente, acordar para o dia crepuscular, tão cedo, tantas ideias, tantas conversas nunca tidas, impulsos contidos em páginas brancas, notas de rodapé, danças na escuridão do corredor iluminado pela luz alheia…

e mais uma tenaz reticência, pausa brusca, já lá vai o momento pródigo de dizer o exacto, de perceber o laço do sapato, da camisola azul gasta e reciclada. todos os dias a visto, como se regressasses a mim.

algo que tem tanto de teu como de meu.

a prosseguir…

sem título, sem capítulo

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Photo credit: MaryScheirer via VisualHunt.com / CC BY-NC-SA

tudo o que sei doar

tudo o que faz doer

rompe a ilusão dada

é a fusão

seria a estrada

perdi o rumo e a razão

resta o vento, a lágrima e a saudade

desta incerteza de chegar tarde