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Juno

 

sê a tristeza nos canaviais

a beleza no jamais

desiste sempre que a luz brilha

insiste no que ninguém perfilha

caminha e lembra o começo

desde agora até ao berço

(…)

acorda quando o sonho se dilui

adormece quando a saudade flui

sinto a tua mão quando digo não!

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Trigo nom(e) t(e)ria

sem protecção nem dados!!

Sentado no mocho

A alma nasce velha e torna-se jovem, eis a comédia da vida. O corpo nasce jovem e torna-se velho, eis a tragédia da alma.


Os homens sempre desejam ser o primeiro amor de uma mulher; este é um efeito da sua insensata vaidade.

As mulheres têm um instinto mais subtil. Elas desejam ser o último amor de um homem.

É uma pena que nós levemos a sério as lições da vida só quando já não nos servem para nada.

in Meditações de Óscar Wilde

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fading

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ser memória ou guardar

ser cor ou cinza

quando o fim ecoa o princípio

falta sempre a satisfação inebriante

de deixar aroma e abraço

de ser lágrima e alegria

medição

beach-sunrise-ocean

Photo on Visual Hunt

na escuridão onde nada há

tudo se conquista

mesmo que a vontade que dista

entre o medo e a revolta

não seja senão a escolta

que guarda as palavras finais

como quem espera no cais

o nascer do sol de todos os dias

que era quando esquecias

a distância de um até já!

Sendo ontem a vez da raiva

Sentado no mocho

storm-cloud-cloud-water-water Photo on VisualHunt

não sonho quando me deito
não sorrio quando me levanto
sou um rio fora do leito
só a margem sabe o quanto
}
já fui até ao fim
de tudo o que não comecei
choro a raiva que há em mim
aquela que da lua herdei
}
tudo é errado
até o próprio erro
ontem disse ao passado
para não ir ao meu enterro

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outro dia de poesia fria

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Photo credit: akigabo on Visualhunt.com / CC BY-ND

vai longa a emoção perdida

a folha caída

fora de tempo

a cada dia um contratempo

tudo contra o momento

as horas passam

os meses escassam

tudo o que tinha

na memória que não era minha

retorna sempre no relento

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

mas a cada dia que esqueço

a poesia que à noite coagula

e tudo o resto que não mereço

por fraco que seja o pecado da gula

vestir

clouded-sunsets-fogging

Photo on Visualhunt

o demónio sem chama

a alma uma névoa

a conjunção da transparência nua

o ódio que ninguém ama

a ave que nunca voa

a paixão que não é a tua

¨¨¨¨¨¨¨¨

veste apenas o fim do dia

como se fosse o raiar dum sorriso

o brilho duma melodia

um abraço que nunca é preciso