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Archive for Março, 2008

Mentiras

Amanhã é o dia delas. Ou será que é nos outros?

Mentir é esconder? Inventar? Dissimular? Adulterar?

Mentira é uma verdade aprisionada…

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penso

que ainda não estou bem sentado.

tenho que equilibrar o mocho.

corro e olho para trás. e tu já lá não estás.

e é numa noite sem luz que meto a cabeça entre os joelhos. aperto insignificante.

e entre a luz e a escuridão vai a distância da ilusão.

e volto a pensar…

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Se o que nos apresentam são apenas tragédias – pelo menos apresentadas como o sendo -, querem que andemos contentes, anti-críticos, benevolentes, gastadores, airosos, simpáticos??
Se apenas somos números, balancetes, conta-corrente, relatórios, estatística, mole, sinopse, rebanho, estufa, para quê atirar o barro à parede?
Se o que temos nas veias é sangue, que corre a mando do coração e que alimenta o resto do corpo a mando do cérebro, para quê por um garrote e apertar até um pouco antes de morrer. Nesse breve milímetro que nos separa do vazio está o sentido inverso do aperto. Está a coragem. Está a noção da partilha.

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Ametista

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Digital e mental

Gray feeling

Quando se chega a, com vontade de, mas apenas se, sento-me com e adormeço para sempre…….
Mergulhos e engulhos e embrulhos.

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Luzes e sombras

Encostado ao muro

E mais atrás ainda está

Romanzeira

Na Primavera começa aquilo que o Inverno findou.

Anti apagão

Para prevenir acidentes com cegonhas, colocam-se estes “cata-ventos” para as cegonhas não fazerem ninho. Noutros locais colocam-se plataformas para que as cegonhas não se vão embora, mesmo em postes de alta tensão com estes dispositivos.

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Que o meu silêncio seja a tua canção!

De que te serve o ciciar do deserdado,

Que dos jardins da vida se afastou?

Deixa-te em mim ser o não nomeado-

Como se em mim te erguesses sem sonhar,

Como a ausência do toque dos sinos,

Como a noiva de mel da minha dor

E a papoila ébria dos meus sonhos

GEORG TRÄKL

Outono Transfigurado

(tradução de João Barrento)

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Lar

Lar

Uma só forma de conseguir encontrar a ebulição das palavras misturadas, com a construção do mito da paz submissa, não é fazer o ciclo tornar-se vicioso. É enfrentar a sensatez do que não é metido na gaveta do passado.

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Bom senso

Escrita

Bom senso

Tenho a oportunidade de reflectir….

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Telha vã

Telhado

Uma telha que olha

Um céu que é meu

Quando a chuva te molha

Com uma nuvem de breu

Corre do alto, gota a gota

Junta-se a outras cantando.

Esta chuva que o chão ensopa

Dá a vida a tudo o resto,

Chorando.

Mas é talvez de alegria o manifesto

Depois o vento mansinho

Clareia a luz novamente

A água some-se no caminho

Volta o sol para a alegria da gente.

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Pelo buraco da agulha

Serei sempre eu. Com estofo de pássaro: as penas a voar ao sabor da brisa. Subindo no ar quente e batendo a asa para não entrar em voo rasante. Mas se tiver uma outra asa companheira, cortaremos o ar, à vez, para que as correntes não nos atrasem na busca da melhor paisagem.

E pousar nos ramos duma árvore – que já contribuiu para manter o ambiente com alguma qualidade e que agora apenas espera uma rajada de vento mais forte para cair gloriosamente – com alguém que aprecie a calma e tranquilidade do momento único do por-do-sol, é a melhor maneira de findar uma jornada de altos e baixos quotidianos.

Sendo assim, é inútil passar pelo buraco da agulha. Só a linha que alinhava a bainha o faz. Para ser apenas uma linha provisória. Apenas une por breves momentos. Uma costura que não perdura.

Não vou ser aquilo que outros esperam de mim. Sou eu. Imutável. Aprendiz com pouca bagagem. Caio muitas vezes. Levanto-me ainda mais depressa. Voando.

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