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Archive for Fevereiro, 2009

baixa pressão

Parece que hoje tudo o que é condutor/a embirra comigo!!!

…. all the way around?

red onion

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antónio
Poema do Homem Só

Sós,

irremediavelmente sós,

como um astro perdido que arrefece.

Todos passam por nós

e ninguém nos conhece.

 

Os que passam e os que ficam.

Todos se desconhecem.

Os astros nada explicam:

Arrefecem

 

Nesta envolvente solidão compacta,

quer se grite ou não se grite,

nenhum dar-se de outro se refracta,

nehum ser nós se transmite.

 

Quem sente o meu sentimento

sou eu só, e mais ninguém.

Quem sofre o meu sofrimento

sou eu só, e mais ninguém.

Quem estremece este meu estremecimento

sou eu só, e mais ninguém.

 

Dão-se os lábios, dão-se os braços

dão-se os olhos, dão-se os dedos,

bocetas de mil segredos

dão-se em pasmados compassos;

dão-se as noites, e dão-se os dias,

dão-se aflitivas esmolas,

abrem-se e dão-se as corolas

breves das carnes macias;

dão-se os nervos, dá-se a vida,

dá-se o sangue gota a gota,

como uma braçada rota

dá-se tudo e nada fica.

 

Mas este íntimo secreto

que no silêncio concreto,

este oferecer-se de dentro

num esgotamento completo,

este ser-se sem disfarçe,

virgem de mal e de bem,

este dar-se, este entregar-se,

descobrir-se, e desflorar-se,

é nosso de mais ninguém.

António Gedeão

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É Carnaval

Depois de umas sardinhas com feijão frade

sardinhafeijao

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

nada como um bom queijo de Nisa ( no caso Tolosa )

queijo

Tudo bem regado, na medida certa, de um tinto de 2007 CARMIM

tinto

E como é Carnaval, o colesterol e o resto não levam a mal, para acabar o café bem tirado na máquina a que não interessa fazer publicidade e o respectivo digestivo da highlands

famous

E o resto da tarde a desmoer tudo e a preparar a semana. Se houver coragem!

SESTA

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Tenho pena e não respondo

Águas calmas

 

Tenho pena e não respondo.
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.

Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros – cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.

Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem.
Se eu não me quero encontrar,
Quererei que outros me encontrem?

                  Fernando Pessoa 

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FALHA

Assim

Acordar a meio da noite

Não é dor

Mas a alma dói-te

Num suave branco-jasmim

(será que existe esta cor?)

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h2o

suber

porque hoje é mais um dia que se condensa, leva nas mãos a vontade imensa de tragar a água como uma paz intensa.

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Momento

Terra nossa

 

Nesta ínfima parte que se deseja

Onde o sol aquece e alimenta

Como que do bolo apenas desejar a cereja

E da repousada vida o fardo que se aguenta

               

Nada mais que um momento

Que se guarda à vista sem cadeado

Nos dias cinza talvez caia em esquecimento

Mas estará sempre assim guardado

         

Não é o silêncio que no meu ombro chora.

Lá chegará o dia, mas não é agora.

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