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Archive for Junho, 2009

Santos para pular

fogueira de rosmaninhoTinha que ser uma fogueira pequena, por causa dos incêndios, mas a noite estava fresca.

home run

início da corrida

e já está

só fumaça

mais dois

e vem um a reboque!!

Depois veio o próprio dia de S. João

6 da manhã

há lá coisa mai’linda?

Figos

Os chamados figos de S. João. Tive que acordar primeiro que os estorninhos para conseguir apanhar alguns inteiros. Ainda fui atacado por umas formigas de rabo vermelho, raivosas e guerreiras. who cares?

latada

Aqui haverá uns cachos de uvas – se as abelhas e ‘abésperas’ deixarem – lá mais para Setembro. Mas isso já são outros santos.

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asas ao vento

romã

 

no resto das contas e das vitórias

há algo que sempre sobra

povoam para sempre memórias

e fica a voz de quem cobra

 

numa corrente quente

numa alegria vazia

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7 partidas

a vida é sempre outra, nova a cada dia.

levantar antes das sete para comprar pão fresco à padeira ambulante. regar a horta e arrancar algumas daninhas. fazer o lume ou acender o carvão. tomar um duche com um balde pendurado no tecto. esquecer a cafeína…. dormir uma sesta leve. beber uma mini ao fim da tarde.

destas não há imagens. para quê??

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lá atrás

back door

ultrapassado pelo vagar

decoro o verso esquecido

a cada gesto um lugar

por um caminho perdido

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mundos de imagem

ontem

este pequeno mundo que é a minha casa

tem paredes brancas e sólidas

não tem tecto para pinto debaixo da asa

nem gazes limpas para tapar feridas

 

este grande mundo fora da minha casa

tem dias de sol e paz retemperadora

não tem fontes nem rios de água rasa

que quero atravessar ao romper da aurora

água na couve

batem as gotas de chuva no telhado vermelho

sopra a aragem no meio da folhagem

cai o ramo de laranjeira, de velho

nada mais é que uma simples imagem

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colagem de água

deep

nuvens ao longe

em fundo

cais que se fecham

á tempestade que ruge

e que passa num segundo

 

filtram a paz do infinito

onde só o pensamento alcança

e as aves voam

na distância longínqua perde-se o grito

imagine-se apenas o que a alma alcança

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um dia sem sentido

Palacio_Sintra

o 1º impacto é sempre dinâmico, delével.

Hoje antes das 7 da manhã estava na fila, a olhar para o Museu de Arte Moderna de Sintra, o Palácio da Pena em fundo, lá bem no alto, com toda a papelada julgada necessária para a atribuição do bem-vindo subsídio de desemprego.

A memória já me vai traindo. Há uma mostra de cartoon até 14 de Junho, com entrada grátis, caricaturas globalizantes.

Não é a primeira vez que o cenário se repete. Pelas mesmas razões. Por outras que não importam para o caso.

Como a porta só abre pela nove, leitor mp3 e livro guardado há um ano: Venenos de Deus Remédios do Diabo, de Mia Couto (mais um António), conhecido pelas suas palavras próprias, únicas. Lido:

  • Dedicatória “A imaginação é a memória que enlouqueceu” – Mário Quintana
  • ‘A cura para a doença dele era contrair mais doença ainda, apeteceu-lhe dizer. Mas Sidónio conteve-se e ajeitou a fala: – Viver é que não tem cura, caro amigo.’
  • Sonhar é uma cura’
  • ‘Não vale a pena espreitar, Doutor, que eu escrevo como o polvo, uso tinta para me tornar invisível.’
  • ‘As formas de expressão usam-se quando se tem medo de dizer a verdade…’
  • ‘Morreu? Como foi que morreu? – Isso não sei. Quem pode dizer é o patrão. Quer dizer o outro patrão. – Ninguém veio buscar as coisas dele? – Fecche a porta, Doutor, e dê-me a chave, eu vou ser castigado por isto… O resto da coversa resvala na metafísica. Quem teria vivido ali? O recepcionista, subterfugitivio, vagueia: não existe o ter vivido. Viver é um verbo sem passado.’

Depois, à tarde, a cerveja chamou por mim. Esquecer é pontapear os fantasmas. Quem me dera ser fantasma…….

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