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Archive for 7 de Novembro, 2009

Fluidez inata

medi a régua e a palmo

as apagadas linhas da imaginação

mas nem assim a tempestade acalmo

só porque um dia flutuei mais que a razão

pudera ser um outro pardal

a saltar mais por não saber caminhar

cairia talvez num disfarçado lamaçal

por ter nascido sem saber gritar

acumula-se a poeira

aumenta a desorganização

passo a noite na cadeira

a ouvir o bater do coração

os segundos passam mortos

dão a volta e não descansam

não há navios nem portos

apenas marés que regressam

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