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Archive for Dezembro, 2009

Mais um

Ano velho vai-te embora.  Não sei se te apague…. talvez não. Houve algumas coisas que ficarão outras que mais vale esquecer e arquivar.

Avancemos, que o novo ano vai entrar e será bem-vindo.

A todos quantos partilhei um pouco da minha vida e das minhas palavras, um agradecimento particular de amizade e estima.

Um Bom Ano de 2010 . Vamos cruzar-nos por aí. O que criámos e o que criaremos será mais que prazer e partilha.

Um grande abraço e até para o ano.

António (Tozzola)

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Uma tarde de chuva

O tempo chuvoso convidava a ficar em casa. Seguindo instruções daqui mas com algumas adaptações, lancei-me à tarefa.

E pronto, culinária para este ano, chega.

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Últimas

Acordo de madrugada com a chuva a cair forte. Mas já não sinto o cheiro de terra molhada. Não é defeito, é feitio.

Vou-me lançar à estrada, lentamente mas com a determinação no bolso. Há ideias dispersas aglomeradas à janela embaciada.

Alea jacta est.

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Back to…

While I pondered on this dangerous but irresistible pastime
I took a heavenly ride through our silence
I knew the moment had arrived
For killing the past and coming back to life

I took a heavenly ride through our silence
I knew the waiting had begun
And headed straight..into the shining sun

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Festas

Bom Natal

Que haja uma boa estrela

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Arame

pela sombra se vê

o livro que se não lê

ombro amigo é paz

rua breve e fugaz

atado o laço à cintura

que nas décadas perdura

leve e sem ambição

de chegar à multidão

mas o arame enferruja

e torna a união suja

__

da poesia ao romance

vão sete letras de diferença

se houver mais ao alcance

é apenas prosa e querença

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Solstício

O sol desce no inverno

Arrefece a face que se esconde

Acabam-se as folhas do caderno

Páginas lidas não se sabe onde

Renascem do passado eterno

Na capa que ao frio responde

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Ribeira

Pausa – onde as águas passam unas

Resta a sombra ou a luz

O fim ou o pó além das dunas

Assemelha a quem não seduz

>

É viva desde a nascente

Toda e sozinha

Junta e separa na corrente

Quem dela se avizinha

>

Ser gota

É ser parte dela

Ser lágrima

Não é rédea solta

E não vive sem ela

Quem o sentimento estima

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Coisas que não o são

Quando não te preparas para aquilo que não esperas – mas quem no fundo foi o que mais desejaste – e repentinamente recebes uma mensagem declinando algo a que tentaste oferecer a alguém, torna-se num peso-pluma que defere uma esquerda sem aviso e sem luva. Parece que não dói à primeira, mas vai ficando prla noite dentro.

Sempre escrevi alguma poesia, mas também queimei muita. Com o aparecimento dos blogues, tornou-se quase um hábito, saindo de maneira mais fácil que no papel, partindo de uma ou duas linhas e procurando uma imagem a condizer. Por simpatia, chá das cinco ou como complemento à troca de ideias e opiniões, enviei para algumas editoras pouco conhecidas mas apostadas em lançar novos autores. Participei também num concurso a nível nacional de autores pioneiros nas diversas áreas de literatura. A primeira pediu-me apenas alguns poemas, a segunda um pequeno projecto de livro. A segunda chamou-me ao departamento editorial. Fui até à porta mas não entrei. Tinha a impressão que não tinha ainda feito algo que captasse a atenção da minha vontade de entrar nesse mundo cultural. Quase em simultâneo a primeira pediu-me também um projecto. Só o enviei passado meses e até agora nada disseram. Do concurso de novos talentos também não.

Surgiu entretanto uma editora online, onde, em poucos passos, podemos publicar de forma gratuita e vender um livro ou apenas distribuí-lo em forma de e-book. Verifiquei que o processo tem mais alguma burocracia e despesas associadas que não são visíveis à partida, transformando a gratuitidade aparente quase num custo editorial normal. E entretanto vi um post de um autor que referia que o valor dos portes dos livros era exagerado e que a encadernação dos livros não era a melhor, vendo-se na obrigação de ressarcir quem tinha pago e cancelar a edição.

Resolvi enviar para uma outra editora que me pareceu ter um catálogo interessante e aproveitei o projecto que tinha feito para a edição online, para apreciação do departamento. Menos de uma semana depois veio a resposta, fria e seca: ‘concluímos pela impossibilidade de incluir a referida obra no nosso plano editorial’. As minhas dúvidas em relação à qualidade do projecto e à minha abertura ao mundo, tinham-se quase dissipado ao longo da semana, restando apenas umas nuvens cinzentas e um vento suão fora de época. Mas este tipo de realidade. que nunca tinha enfrentado, fez-me voltar à estaca zero – na vontade de o fazer ou não. Mas uma estaca zero é isso mesmo, começar de novo. Irei fazê-lo.

Acho que o que me derrubou um pouco, foi a ligeira adrenalina que uma informação matinal com uma perspectiva de emprego no próximo ano, fosse desequilibrada por esta resposta negativa. Nem uma resposta igual a uma oferta de emprego me deixaria assim, acho eu. Porque são áreas diferentes, uma onde me mexo há muito tempo, outra onde o receio de falhar ainda se assume.

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Maculada etapa

sob as águas imensas da realidade

vogam correntes de sangue

lavada a ferida feroz da virtude

sem medo da vertigem a vida segue

o chão onde te sentas será rude

mas é aí que a luz do sol talvez te afague

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