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Archive for Abril, 2010

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dias de Abril

pinheiros soltos

opúsculo

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do silêncio

do silêncio

sou um dos melhores discípulos

escondo todas as melodias

guardo-as num saco de linho

onde todos os contrastes são nulos

as mãos inertes e frias

e já nem a sombra me segue, sozinho

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Alvorada

suprime a noite sem sonhos

e terás dito adeus

ao palhaços menos risonhos

que nunca mais serão meus

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Imiscível

sonhei com ondas quietas

nada mais do que ilusão

não há portas abertas

onde se sepulta a paixão

¨

quero é desaparecer

subir à árvore e saltar

neste impulso humilde e cego

a verdade faz doer

pois nunca saberei enfrentar

a luz cinzenta onde me cego

¨

a minha cor não me abandona

sou azeite, não acetona

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I/O

sem razão qualquer, há palavras em mim, que saiem, se perdem, se arrumam.

quase sempre morrem, como árvores sem folhas

não são setas que se lançam

nem as páginas brancas que olhas

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Corrente

olha ao longe e imagina

o vento que sorri

em luminosa surdina

mas sabe ao sal que vivi

¨

a descida é sublime

suave e sem regresso

já não há melodia que afine

as cordas da guitarra sem sucesso

¨

há sinais que são faróis

que os perdidos seguem

ou não

e há farinha que em ti móis

quando joio te pedem

como perdão

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sem ligação

lembra o vazio das sombras

como se quisesse morrer

num cair de pano sem luzes de palco

parece que nunca foi nada

a ferida

aberta como se fosse um campo de trigo

onde até o restolho tem uso

mas ao acordar para o presente

levantam-se as cinzas frias do passado

e é tanto o pó acumulado

que um dia serás um divino satanás

se não houver nada que te deixe acordado

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