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Archive for Junho, 2010

Rising sun

a cada alvorada

encho o peito de palavras sem jeito

antes encher que não fazer nada

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que a filosofia é uma cesta de vime. Questiona a parte incerta que não se vê.

A Critica da Razão Pura terá sido escrita na base de uns Schnäpse?

Não pergunto, não entendo, não sei a volta a dar nas ruas apinhadas. Pressinto apenas forças contrárias, buracos negros iluminados.

À condição, escrevo uma ode de 7 palavras, toda a minha dimensão literária cabe numa sebenta. Os floreados são chamativos e aromáticos mas em jarras, em molduras a imitar o antigo ou conquistas mudas de prazer.

Só sei que nada sei, foi  a frase que me valeu o olhar dos colegas de turma e o sarcasmo do professor- hey teacher – marcando uma época e uma desistência mais na vingança atribulada.

O quadro negro será sempre a minha paisagem de sonho. Sonhar a cores é audaz. Viver é errar mas prosseguir. Morrer é errar mas desistir. Sem pausas. Sem fórmulas. Sem círculos. Na matéria e na forma.

Mas isto sou eu a esvaziar a pressão.

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Faíscas

A imortalidade busca-se

A cada ferida

Nas palavras emocionadas

Da despedida

Em cada abraço nota-se

A verdade indizível

Rompem-se os muitos e os nadas

Na poeira invisível

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Varrer

Hoje substituí-me à velha tradição feminina alentejana de varrer a ‘rua’.

Varrer os neutrões, as mazelas do inconsciente.

Sentir o fresco da manhã.

Lavar a varanda.

Tirar o pó.

Varrer.

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Weak

caminhando lentamente ao encontro da palavra madura, da viagem rasgada.

depois de tantos anos, que importam os danos?

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Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.

            Fernando Pessoa

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cores

um urso vagueando na neve

sem destino e companhia

compassos de uma vida leve

nobreza que em nós não via

e no final de cada dia

repousa a velha ave

e de quando sorrir podia

fica a lágrima mais grave

rompe em labaredas violetas

da vida sempre morto

nunca cortando metas

da leveza sempre certo

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