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Archive for Agosto, 2010

Atravessar

de concreto nada digo

ao sabor do tempo lento me embalo

naquela parede caiada

a vida sigo

a incerteza calo

ficando na sombra, por quase nada

¨

surpresa é quando

fechas os olhos e saboreias

as palavras que vão crescendo

libertas das velhas ameias

¨

e assim ficando, lado a lado

coração aberto, abraço apertado

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Entre-linhas

lá atrás ficaram as velhas pontes

um dia irei ficar nessa via

onde se traçam outros horizontes

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limite

largar tudo o que nunca te deu prazer, não ter medo de voar por não saber; substituir uma pausa por uma rápida caminhada, à beira-sonho.

todo o precipício tem um limite, duas vias sem espelho. no passo hesitante da memória, fica a decisão e não o conselho.

a sabedoria errada é fugaz, a altivez diferencial é vertigem.

um riso disfarçado de lágrima, estraga a pintura duma breve imagem.

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pára

não vires as costas

agora

sente o vento que gostas

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não há glória no começo

quando te fundes na imensidão

e quando choras no teu berço

só a vida te dá a mão

¨

tudo o que és

nada importa

se ficam a teus pés

quando a luz é morta

¨

nada sou

nada entendo

apenas vou

de nada vivendo

¨

tenho asas

e não consigo voar

e em todas as outras coisas

sou espectador sem lugar

¨

neste sossego subjectivo do silêncio

mora o desejo intransponível da paixão

todo o abraço morre como um resquício

nada mais resta que dar-te a mão

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