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Archive for Outubro, 2010

Chuva

resta o caloroso medo

não fere por fora

e nunca acorda cedo

nas manhãs se demora

nunca aponta o dedo

mas por dentro chora

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sempre soube que as coisas que saem da fermentação duma imagem, lavradas na terra seca da melancolia, têm uma curta vida, uma leve expressão de beleza poética, aguaceiros que rapidamente se infiltram na indiferença. A letra que a cada passo falece, nem sempre liberta o seu feliz fogo fátuo, apenas a simbiose momentânea se guarda.

O silêncio que me afaga os ombros, domina a inspiração efémera que equaciono com uma matemática rotina. Desgastada.

Perdi-te, musa inteira. Perdi-me, mas não encontro água para beber nestes caminhos curvos e sombrios e estreitos. Oriento-me pelas estrelas indiferentes, recordo cada pedra, cada árvore na berma.

Fazer igual para ser outro, nunca será lema a esculpir.

É assim, a poesia em mim.

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água

desvendar as sombras que iluminam

aquecer a penumbra com outro vapor

cantar os hinos que as vozes tragam

inundar o peito repleto de dor

tudo é cada vez mais igual

rompe-se o pano gasto pelas lágrimas mortas

nada resta onde sempre houve um mar sem sal

fecham-se sempre as velhas portas

que haverá para recordar

quando tudo o que brilha é cinzento

apenas o que brota sem guardar

constelação incerta no firmamento

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cálculo

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no more rides

no more writes

a very own pilgrimage

to the back of the stage

a corner where i belong

eyes closed listening to a song

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CAPTAR

sempre julguei que a dúvida era um fim de vida, uma fronteira invisível.

afinal, é apenas um caminho sem mapa, um ciclo incompleto.

ou outra coisa qualquer, um espectro monocromático.

mas não vem em dicionários.

nem é de abertura fácil.

em retrospectiva.

esbate-se…

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Water of Fall

Drain

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