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Archive for 30 de Outubro, 2010

sempre soube que as coisas que saem da fermentação duma imagem, lavradas na terra seca da melancolia, têm uma curta vida, uma leve expressão de beleza poética, aguaceiros que rapidamente se infiltram na indiferença. A letra que a cada passo falece, nem sempre liberta o seu feliz fogo fátuo, apenas a simbiose momentânea se guarda.

O silêncio que me afaga os ombros, domina a inspiração efémera que equaciono com uma matemática rotina. Desgastada.

Perdi-te, musa inteira. Perdi-me, mas não encontro água para beber nestes caminhos curvos e sombrios e estreitos. Oriento-me pelas estrelas indiferentes, recordo cada pedra, cada árvore na berma.

Fazer igual para ser outro, nunca será lema a esculpir.

É assim, a poesia em mim.

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