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Archive for Novembro, 2010

Elmo

neste humilde e pequeno canto

onde me liberto e penso

há uma espécie de manto

que me defende do frio intenso

que vem do líquido pranto

derramado no mar imenso

pelos dias cruzado e esquecido

nos laços apertados sem sentido

cofre sem chave

telhado sem trave

barco sem rumo

fogo sem fumo

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28

o sangue frio flui nas veias

ficas à espera do mesmo fim

penas, cordas, vazias ideias

nessa janela sorrias assim

como se nada mais houvesse

nas cruzadas simples sem estratégia

guardado o lenço na gaveta da benesse

na protecção da espada régia

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broken glass

lá no fundo

cresce a imensidão da humildade

que num som imundo

se transforma em verdade

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sento-me no degrau

da escada onde nem tudo é mau

abrigo-me no telhado

da casa velha sem passado

nem tudo é certo

errar é um saber desperto

fugir sem luta

combate a chuva, acende e escuta

paisagens e entrelinhas

no subtil nunca caminhas

não vês aquilo que vias

esqueces a emoção que sabias

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nimbus

os segundos passam

sozinhos

pontuais

vitoriosos, sombrios, leais

sem mapas nem caminhos

por muitos desenhos que se façam

¨

olho e fico cego

apenas as nuvens alinham

na terra seca que não rego

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Liaison

naquela porta há um postigo

sem nada mais que um ferrolho

a luz acesa não é abrigo

nas madrugadas que nunca escolho

¨

a folha cai

o dia encolhe

na corrente vai

a lágrima que tolhe

¨

ser assim

incerto

liga-se a mim

gaivota em mar aberto

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Falha

escolhe sempre mas não digas

subir a escada e ficar à entrada

falha a promessa, mas não me sigas

escuta a sentença como inocente

chora para sempre ou sorri agora

a última página é uma linha ausente

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