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Archive for Fevereiro, 2011

Colar aberto

tua alma saturada de vento

cai no pó do esquecimento

os segundos morrem com a maré

num cais sem barcos, nem farol de pé

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a rotina é sagrada

a chama é profana

não há rota traçada

se o rumo te engana

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afiando o lápis gasto pela escrita inerte

repousa o sombreado cinzento de carvão queimado

alivia as dores antes que a melancolia aperte

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envolto nesse abraço silencioso

não interessam as pérolas e as mãos abertas

pois os dias são sombrios e as praias desertas

nada mais há que apague o gesto piedoso

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guardo esta simples crença

de romper a indiferença

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vontade de hoje

se na partida deixaste os olhos

sem vontade de ir

toda esta vida de escolhos

se afogou nesse sorrir

nesta margem sem cais

construí uma simples cabana

onde entraste jamais

apenas um reflexo naquela água plana

e sempre que a lua nova

fecha o ciclo da vida

todo o cinza se renova

na saudade já perdida

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ilusões

Há quem leia para adormecer. Há quem conte. Há quem beba, não só para esquecer. Há quem não adormeça.

Quase sempre adormeço com as palavras não escritas, que brotam como lágrimas do vento. Perdem-se depois nos sonhos, nos lençóis frios, nas paredes brancas vazias. Mas serão sempre minhas, egoístas sem páginas, moinhos sem vento. Sebenta pautada pelas ilusões.

Dilacero a noite sem vontade, pois o que virá desconheço.

Calor gélido.

Recta infinita.

Tempo parado.

E se um dia as folhas se juntarem para se renderem à póstuma diferença, será somente um descanso eterno, um epitáfio sem prólogo.

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Astrofísica

 

que importa a sorte ou a ventura
se a ventania forte nem sempre dura
ao longe o reflexo
da voz doída
sempre que a sombra está de partida
e se criam cores sem complexo

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Ch.

está tudo escrito acerca da capacidade intrínseca de esquecer o mais e verter a lágrima.

se aperta, respira.

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