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Archive for Julho, 2011

Cabeceira

tanto livro fechado

à espera de ser lido

fica para sempre guardado

aquele nunca esquecido

a porta fecha-se ali ao lado

no quarto de noite vestido

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Partido

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onde há um gesto puro

há uma tradição inteira que se apaga

julgar que o dia é apenas um caminho duro

sentencia a fome que em mim traga

esse teu rei com saudades do futuro

é apenas fruta madura que se estraga

aqui há um braço caído

uma lágrima usada

dever nunca sentido

pelas flores nunca tentada

próximo de te afastar

nesta limpeza me sujo

tanto te afogas nesse mar

na tua amizade me intrujo

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Linhas

hoje entendi o porquê das acções escondidas atrás de valores menores.

hoje fiquei quieto.

hoje voltei ao que era.

hoje as linhas são inteiras.

amanhã o lápis volta a escrever.

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colheita

Produçäo biológica

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há uma parte incerta de mim que gosta

outra que se esconde de ti porque és trevo

só então percebes que sou razão que assusta

tudo o que em mim passa guardo e levo

eterno é o esquecimento

da pouca sede que há nesta confiança

para trás ficou o breve momento

cravado no peito como pequena lança

certo é o dia em que partirei

rumo ao desfazer da inexistência

só aí então serei

parte de algo com consistência

desfeito o longo e supremo nó cego

o vento levará as cinzas frias

de pó cobertas as memórias onde me apego

esquecidas as estradas por onde ias

só o aroma resta

só a simplicidade chora

a vontade inteira é uma aresta

o valor puro já aí não mora

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atrás desta janela sem preconceito

guardo a linha esquecida pela amargura

onde nem tudo o que dói te atinge o peito

quebrada não ficará a pedra mais dura

sei o que ficou lá fora

é apenas ilusão

a esperança foi embora

cá dentro mora um coração

romper as madrugadas sangrentas de vazio

silenciar as cortinas pesadas e opacas

fazer com que os peixes subam o rio

dar a mão às sombras mais fracas

¨

não há plenitude vencida

se tiveres em ti a leveza da paz

tudo o que fazes ou não é vida

só a morte é derrota capaz

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