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Archive for Setembro, 2011

Sete nove

ser menos que a redenção

é ter na vida a cinza não queimada

seja apenas porque sabes a razão

sempre escondida e desventurada

o vento que se lê na primeira pessoa

não é frio nem leva as glórias eternas

nunca serás mais uma ave que voa

abrindo caminho pelas nuvens mornas

do outro lado da esfera

fica o sonho gerado

reflexo daquilo que era

um leve passado

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Divisão

entregue a tese breve

como se fora um ângulo morto

nem sempre a pedra é leve

se a corrente leva a mau porto

a sabedoria da afirmação conveniente

traz ao de cima a suja limpidez

mais vale um segundo presente

do que toda a inteira nudez

a amargura doce das palavras inatas

rompe a escuridão que silencia

não há nelas ciências exactas

apenas a tabuada que se aprendia

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Perseverança errada

sempre serei o que sou

e não apenas aquilo que sei

se não percebes aquilo que dou

guarda as palavras que nunca dei

tudo tem um fim

mesmo o que não começa

nada foi mais que assim

por menos que assim pareça

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Janela discreta

são as nuvens que trazes dentro, que transportam o passado em lufadas quentes de emoção.

Deixa que a noite te envolva

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