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Archive for 25 de Novembro, 2011

At most

o pó acumula nos sapatos

nas vozes calmas

nas palavras presas

os dedos afagam os livros gastos

a chama esmorece o silêncio das almas

apagam-se em vão as luzes acesas

a indiferença é uma linha recta infinita

cega

ouve apenas o homem que grita

e nega

a união sem nó

o golpe sem dó

e quando dois sentidos se tornam separados

tudo o que ficou é ocaso

a penitência faz-se de olhos velados

planta-se a fé perdida nesse teu vaso

ter como e não saber

viver sempre até morrer

vidas simples, rotas perdidas

ser apenas o que puder

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