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Archive for Dezembro, 2011

Vias e paisagens

Garantido mais um ano. As obras ficam, o mesmo caminho, a mesma nuvem negra com chuva. Se houver profecias feitas de azul, sejam breves e não telecomandadas. Serei de novo espelho de água, darei apenas aquilo que tenho, ouvirei a voz e medo, sorrirei ao sol e ao vento.

A pele seca é apenas um alegre sonho passageiro. O pesadelo é apenas a lua nova de inverno, que não se vê.

A coragem continuará a ser um por-do-sol quente, com brisas suaves. As palavras serão ou não servis. O deve será amigo do haver, donde se avista a ponte da partilha menor.

Em tanto pensei, rodei o caleidoscópio colorido, mas sempre esqueci a razão de ser. O pote no fim da ilusão lá está, vazio e rachado. Os remorsos e as sementes enterram-se. O tempo dirá se vingam.

Em vão, só o que se desiste de sonhar. Existir é morrer no fim.

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Leaf

Lá do alto, bem distante

Corre agreste e sem limites

Uma brisa fria e secante

Derrubando folhas, telhas e palavras que dites

(…)

Sussura

Chora em silêncio e descalço

E quando chegar a altura

Dará mais um passo em falso

     

Porque uma criança é apenas um ramo verde

Ganhando força com o que vem inteiro

Pelo caminho algo se perde

Mas a coragem, a luta e o medo vêm sempre primeiro

(…)

Momentos capturados

Sombras despertas

Muros caídos

Horas certas

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Na noite fria

Quando os sinais são apenas teus, guardados no pano frio, por onde passam as incertezas caducas, a rapidez da palavra sai mortiça como luz de vela sem pavio.
Este será o postal de Boas Festas fast & quiet de 2011. Seja pela amizade, pela fé em algo melhor e pela presença de espírito paciente.
Tudo o que damos é um círculo aberto, um reflexo positivo de nós. O percurso é uma curva imperfeita, como uma gota de água num lago pequeno.
O Natal é uma semente guardada em nós, todo o ano.
Abraço de Boas Festas

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Conceito naif

Inocente a entrega
do bater dos dedos
mas nada se renega
à paixão dos medos

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20

anos após, a contenda continua atroz – nem que seja pelo açúcar derramado

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Fluído

quando estou vazio e penso

nos dois lados da garrafa

revejo o abismo imenso

da cor quente que nos abafa

divergimos no bom senso

sublime idade que nos gafa

mas tenho no bolso o lenço

da lágrima que se fotografa

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Subdued

quando a ventura foi ser metade

foi-se a corrente de um ribeiro inteiro

num segundo de alternativa verdade

sempre foi e será o pilar verdadeiro

obra de duas almas serenas

o calor, o silêncio e a bruma

todas as palavras são pequenas

quando basta apenas uma

ergue o olhar

junta as mãos

seja a sonhar

ou a ouvir nãos

poeira vaga

grata aparência

maré que esmaga

toda uma ciência

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