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Archive for Janeiro, 2012

Estar

mais um que se junta ao lamento

da rotina viciante

e pobre

no meio de um grande tormento

neste círculo fica a secante

e a virtude pouco nobre

tudo se tenta

se a indiferença atenta

mas nada se lamenta

se a falha aumenta

sublime é a linha que separa lados opostos

funda é a ferida que sara velha cicatriz

a culpa só serve para mendigar desgostos

o silêncio é vida quando tudo se diz

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Mesa vazia

ergam-se taças de cristal

digam-se palavras de circunstância

passeios pensativos por essa marginal

repletos de vagas lentas de elegância

« ¨¨¨¨¨*¨¨¨¨¨¨»

se fores um dia

paz na guerra

vida em casa vazia

semente única na terra

serás flor de inverno

ao sol frio

abraço terno

num olhar vazio

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Ainda

então se o silêncio

a solidão

a lua cheia

fossem a unidade simples do universo

não era necessária a morte

ter nas mãos um difuso reflexo

e na alma uma folha sempre cheia

de trocas e lutas de ocasião

o justo é um cavaleiro sem espada

de capa rota

e vingança velada

neste sangue que esvai, gota a gota

e mancha sem suplicío

* < > *

voltei a não saber

a não chorar

pois todas as lágrimas que verter

serão apenas gotas nesse mar

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se tens

que saber a força

da escuridão das paisagens

haverá sempre alguém que torça

a toalha molhada

a semente mirrada

o anel apertado

o papel rasgado

repete-se o hábito

de seguir a linha morta

da dor para lá do cúbito

guardada atrás da porta

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se assim for

a perdição de saber

um reflexo negativo do pudor

a discórdia inocente para escrever

errar e vender a alma

que o diabo não merece

um plano fechado que se filma

onde apenas o acaso aparece

o que retorna

é a verdadeira melodia transparente

o brilho que adorna

a sombra fria e cadente

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29

I hide myself within my flower
That wearing on your breast
You,unsuspecting, wear me too –
And angels know the rest

I hide myself within my flower,
That, fading from your vase,
You, unsuspecting, feel for me
Almost a loneliness

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Escarificar

perder noção da vida desconhecida

dormir ausente na terra lavrada

encontrar razão na paz perdida

enfrentar o medo da palavra ousada

erguem-se ao longe as brisas frias

montam-se as invisíveis defesas

nas sombras leves que guias

escondem-se as simples belezas

criar é breve

morrer é memória

numa nuvem leve

se some uma história

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