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Archive for Março, 2012

March

me and all the fractals left behind

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Ar sem mar

ser apenas um grão de areia, mas todas as linhas da mão, cicatrizes duma vida, sabem que não tem destino.
ventura de ser e não ter, face espelhada pela emoção; sou eu ou sois vós?
é sempre mais um dia de vitória

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Linhas de dia

quando chega a primavera

as árvores fluem

a poesia desponta

mas se outras razões houvera

para limpar mãos que suem

das palavras que perdi a conta

renovar as preces interiores

entender o que são fraquezas

ganhar as riquezas menores

quando não há luzes acesas

deixar cair o perdão

aquele que se fez brilhante

agarrar a vontade pela mão

e voltar a fazê-lo mais adiante

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#nep tuno

a água que falta em ti, sobra no infortúnio

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’12

quando se quer sem se crer, não se acredita no presente, a porta é sempre nefasta.

tudo o que é amargo, nunca conquista, silencia cada degrau gasto, perde cada passo para o caminho.

subir é às vezes descer

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Figura

de que vale uma noite de pensamentos

soltos sem noção de imagem

se depois não se vingam os intentos

de uma breve viagem

os olhos são sempre mais inteiros

quando as palavras não saem sem soluço

os dedos são os primeiros

a crescer para um abraço

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espera

alcança

está a chegar a primavera

de estar em si, nada me cansa

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Plágio

procuro no fim do caminho

o que nem sempre guardo em mim

pois se soubesse o que era mesquinho

trazia sempre as tuas palavras para um fim

não julgues que sou o que grito

olho apenas o que fazem

as tuas preces no infinito

se as minhas nada me dizem

será nessa melodia

de notas soltas e curtas

que construo o meu simples dia

admirando as coisas certas

de igual apenas o mar

as ondas desfeitas na areia

e se houver um momento para guardar

ficará preso na teia

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Sentir

Dizem que Finjo ou Minto

Dizem que finjo ou minto 
Tudo que escrevo. Não. 
Eu simplesmente sinto 
Com a imaginação. 
Não uso o coração. 

Tudo o que sonho ou passo, 
O que me falha ou finda, 
É como que um terraço 
Sobre outra coisa ainda. 
Essa coisa é que é linda. 

Por isso escrevo em meio 
Do que não está ao pé, 
Livre do meu enleio, 
Sério do que não é, 
Sentir, sinta quem lê! 

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

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As nuvens

nem o vento as leva, por mais que feche os olhos e medite, a lucidez da escuridão transforma a curva apertada da paisagem em vaga vontade de saltar, de desleixar, deixar refluir a corda solta.
Mas os sonhos sobrepõem a auto-estima, a confiança destruída. Respiro melhor, esqueço o subjectivo

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