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Archive for Março, 2012

Plágio

procuro no fim do caminho

o que nem sempre guardo em mim

pois se soubesse o que era mesquinho

trazia sempre as tuas palavras para um fim

não julgues que sou o que grito

olho apenas o que fazem

as tuas preces no infinito

se as minhas nada me dizem

será nessa melodia

de notas soltas e curtas

que construo o meu simples dia

admirando as coisas certas

de igual apenas o mar

as ondas desfeitas na areia

e se houver um momento para guardar

ficará preso na teia

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Sentir

Dizem que Finjo ou Minto

Dizem que finjo ou minto 
Tudo que escrevo. Não. 
Eu simplesmente sinto 
Com a imaginação. 
Não uso o coração. 

Tudo o que sonho ou passo, 
O que me falha ou finda, 
É como que um terraço 
Sobre outra coisa ainda. 
Essa coisa é que é linda. 

Por isso escrevo em meio 
Do que não está ao pé, 
Livre do meu enleio, 
Sério do que não é, 
Sentir, sinta quem lê! 

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

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As nuvens

nem o vento as leva, por mais que feche os olhos e medite, a lucidez da escuridão transforma a curva apertada da paisagem em vaga vontade de saltar, de desleixar, deixar refluir a corda solta.
Mas os sonhos sobrepõem a auto-estima, a confiança destruída. Respiro melhor, esqueço o subjectivo

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Rose garden

Bem disse alguém que depois da sombra há algo mais

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