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Archive for Maio, 2012

Alheio

ir atrás de mais nada

horas e horas de pensamento

perdida no pó da estrada

fica a corda do lamento

eras regra fora da repetição

trazias no seio o fio-de-prumo

depois sobreviveu o senão

onde a morte não ostenta o fumo

a vitória foi apenas sorte inapta

deu-se a quebra do ritual

nem sempre o abraço se capta

mas a sombra fica igual

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gesto(s)

O tempo passa,
Não nos diz nada.
Envelhecemos.
Saibamos, quase
Maliciosos,
Sentir-nos ir

Não vale a pena
Fazer um gesto.
Não se resiste
Ao deus atroz
Que os próprios filhos
Devora sempre.

Colhamos flores,
Molhemos leves
As nossas mãos
Nos rios calmos,
Para aprendermos
Calma também.

Girassóis sempre
Fitando o sol,
Da vida iremos
Tranqüilos tendo
Nem o remorso
De ter vivido.

Ricardo Reis – Odes

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granate

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Tri-angle

em cada momento que foge, fica a leve tristeza de desaparecer

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Passing

so many times before

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note

que quando se interrogam as ilusões e se derramam os apertos, viajar além do passo certo e da certeza compacta, traz por companhia a breve história da estrela cadente.

pois se nem a capa colorida desse livro será para sempre um lema de vida

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Ao cair da noite

das negações indutor

pelas sombras induzido

nem sempre com vento a favor

pelas nuvens perseguido

se guardar é ter simetria

o lado inóspito enreda a corda

a boa vontade esfria

e a franqueza não se aborda

e quando o sol se vai

a lembrança fica

da ideia simples que cai

e da inércia que não se explica

outros serão os cadernos

onde as contas se apagam

os segundos são eternos

quando os horizontes se alargam

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Inventário

o meu mundo é satélite
a palavra monólogo
– saciado o apetite,
extinguido o fogo
fica a amargura
do fumo que perdura

ser menos que demais
ler pouco, mas do muito
(por tudo paixão tépida)
sempre barco no cais.
tudo sai por intuito
atrás das cortinas da vida

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Grego

First we shall explain the nature of that which is found native – by Vitruvius

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Re-trato

encontrar uma razão funesta

nesse chão molhado e ilusório

e descobrir que a razão é esta:

caminhar sempre bem longe do promontório

– onde as vagas se ouvem, sublimes (e nos olhos de Ligeia)

– porque ao longe nem tudo se assemelha

– nem sempre o sangue dá cor à veia

– só no por do sol o horizonte avermelha

¨

mas os mitos e obras de um só traço

levam em si as gotas salgadas

receiam a verdade a cada passo

e são apenas lágrimas guardadas

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