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Archive for Julho, 2012

Riso

tragam as cadeiras

e os lápis

para apontar as maneiras

das alquimias que não fiz

subam as colinas devagar

para ganhar fôlego e coragem

e para ao cimo chegar

levem riso na bagagem

tudo o que flui sem nós

é surdina

silêncio atroz

neblina

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note

um dia como outro

qualquer

as palavras entornam

como se fora um precipício desmoronado

em tudo o que é olhar em frente

há um nó

apertado

cego e fácil

em rigor, não há nada a fazer para que seja díspar

somar diferenças e chorar vitórias

mas no bolso há mais que um lenço amarrotado

bandeira parada no vento

as mãos tremem e iluminam a clareira

os lobos olham

as abelhas voam

a tarde cai detrás de nuvens carregadas de paz

menos que felicidade nocturna

atrás de uma janela

há nada

mais que limites

uma velha fotografia esquecida

um contraste difuso e agridoce

água e sangue

inércia

caminhos não paralelos nem cruzados

trocas e rascunhos perdidos

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Ao que vim

horas de saber
o que é guardar e ter
espírito de auto-inércia
alinhar e perder a essência
da água salgada
que brota dessa nascente de alvorada

os dias passam iguais
e os teus passos
repetem-se na rua
mas quando dizes jamais
porque te afogas em abraços
e deixas a alma nua

vim para dormir
sonhei sem alegria
mas ao ver-te sorrir
a noite ficou fria

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curtas #3

Só na escuridão se vê o turbilhão de pensamentos objectivos

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私たちの間のブリッジ

e num instante

a janela fica distante

mas de repente

o conceito fica ausente

quando souberes o que parecia mentira

perceberás o que sempre sentira

rente à parede

resguardado pela sôfrega sede

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Curtas #2

Questão de sempre e de recurso: quando se libertará a tempestade interior e a razão deixa de ser o baraço?

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Curtas #1

Entender mais que uma frase feita, deriva para precipícios marcados pelo tempo célere

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