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Archive for Agosto, 2012

Espelho

tantas vezes surge

esta bruta estupidez

de agir e não pensar

correr onde a pressa não urge

perdoar a sensatez

ser menos e não somar

todo um rol breve

pesa demais na balança

nunca terei nada que eleve

a alheia confiança

neste ângulo morto

a visão é cinzenta

pois nem longe nem perto

a benção tem água benta

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Longa estrada

hoje foi o dia que percorri

sem vontade de saber

as curvas do caminho

e quando o sol não te sorri

porque não quer mais arder

sentes-te um pouco sozinho

todas as praias desertas que corri

tinham a maré quase a morrer

num mar quieto, cor de vinho

¿

o erro subtrai-se

à conta de esquecer

e quando regressas de volta

a paixão esvai-se

pelas letras sem prazer

no silêncio da revolta

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Miopia

é sempre tarde

para dizer adeus

mas nunca será cedo

no inferno que não arde

onde o desconhecido é medo

e os dedos são teus

já que a protecção de deus

sempre será um alarde

para os mitos do degredo

(…….)

E como a alma é aquilo que não aparece,

A alma mais perfeita é aquela que não apareça nunca

Alberto Caeiro

Poemas Inconjuntos

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# pain

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ao lado

próximo da estrela cadente

subindo

como a água num poço

ausente

sempre desistindo

do último abraço

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Pontes

no rio

vazio

as pedras

são memórias

histórias

famintas sobras

nem ao longe

o eco

faz o monge

e o boneco

e tu e eu

jamais seremos nós

pois onde há breu

nem a luz é veloz

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Ficar

na hora em que o sol acorda

nasce o dia

morre a noite esquecida

e antes que o beijo frio morda

o vento corre na rua vazia

sem tempo nem ritmo para pensar na vida

que ele não distinga

os outros de si

mas em nada vinga

nem um sorriso lhe vi

fica lá no canto

quieto

quer tanto, tanto

ser livro incompleto

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