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Archive for 25 de Setembro, 2012

Solo

guiada pela confiança

desce do seu mundo breve

justiça feita por corda e trança

num haver sábio que nunca deve

próxima de ser nada

o mar recua

a mão suada

a visão nua

onde foi que a raiz se desprendeu

para lá da luz, para lá do breu

sinais de devoção caída

à porta do templo amplo

onde a entrada é saída

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Menos

na linha cheia da quadrícula vazia

os números ficam

iguais

quando amanhã acordar sereno outro dia

espero que nada me digam

pois as somas são banais

onde o vento não existia

as lágrimas quentes chegam

como nau ao cais

e tudo o que cai

no esquecimento

recolhe e sai

para esse relento

não tem mãe nem pai

apenas um doce cinzento

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