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Archive for Dezembro, 2012

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um excerto:

600 people reached the top of Mt. Everest in 2012. This blog got about 2.000 views in 2012. If every person who reached the top of Mt. Everest viewed this blog, it would have taken 3 years to get that many views.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Dez

inverno

How bittersweet it is, on winter’s night,

To listen, by the sputtering, smoking fire,

As distant memories, through the fog-dimmed light,
Rise, to the muffled chime of churchbell choir.

Charles Baudelaire, The Cracked Bell

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páginas zero

quadrados

Ó país de cristal, que longe eu estou, dava um ano de ordenado por um momento da minha inocência perdida.

(Molero, a páginas zero)

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Queda

a distância que vai

entre o silêncio e a diferença

dia menos dia cai

das pontes da calma crença

avançam os dias e a distância

caem as folhas e as utopias

morre a fome e a ganância

desses sonhos não vivias

no vazio as pedras se lançam

dentro de ti as palavras ocas

sempre que os dias avançam

as saudades vão sendo poucas

diz-me o que não sei dizer

errei tanto por menos que nada

talvez por nunca saber

o lado certo da estrada

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Remember when you’re young

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¨

mas nada tinha dentro

que te afastasse do outro

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26

ah, se houvesse pergunta sem resposta

alma sem interior

cor que de mim não gosta

perda que não tivesse dor

iria até ao fim da vida

procurar a razão de entender

o adeus na despedida

e a lágrima na mão do sofrer

e na cadeira onde me sento

a recordar obras e sonhos desfeitos

descubro mais um alento

para reconstruir versos imperfeitos

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Clareza

é no mar imenso onde a perdição se encontrou

que há

vida a nascer

e a morrer

se não navego já

onde ninguém foi eu vou

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Bardo

planicie

muitas destas palavras soltas

são o meu gado

dispersas pelo campo de restolho

em busca de alimento

sem cão que as guarde

são linhas quando as juntas

ainda que tenham leve significado

tantas que não escolho

outras que afugento

quando a emoção já arde

ao fim do dia recolho o rebanho

e na manhã seguinte deixo a noite de lado

mais um verso perdido e outro ganho

pela planície vai um pastor sem cajado

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Solstício

arvores

nada em mim a incerta semelhança

sábia virtude dos homens sem papel

de apertada confiança

quanto tudo o que resta é um travo a fel

  •  

tantas vezes o copo vazio e o coração frio

  •  

a capa deste livro é um espelho partido

quebrado pelo silêncio das horas

opaco ou transparente, conforme o sentido

  •  

somente o azul do céu quente

e o preto das amoras

mostram a porta para seguir em frente

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