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Archive for Dezembro, 2012

Fios

MINOLTA DIGITAL CAMERA

rompeu-se a melhor ideia

de ser hoje o dia de deixar as memórias morrer

mas uma outra veio à boleia

de encontrar o equilíbrio e viver

viver na sombra do passado

tirar dele as nuvens e névoas sem cor

e seguir o epitáfio gravado

onde rompe a chuva e o amor

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Aqui neste meu canto

ouvi um dia
uma profecia
que dizia
‘afinal passou mais um dia
de amor e melancolia’
– foi uma embriaguez
solitária e sem entrelinhas
que repetirei, talvez
quando as nuvens forem minhas
e não me deres a tua mão

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Estado liquído

blues

Eating Poetry
by Mark Strand

Ink runs from the corners of my mouth.
There is no happiness like mine.
I have been eating poetry.

The librarian does not believe what she sees.
Her eyes are sad
and she walks with her hands in her dress.

The poems are gone.
The light is dim.
The dogs are on the basement stairs and coming up.

Their eyeballs roll,
their blond legs burn like brush.
The poor librarian begins to stamp her feet and weep.

She does not understand.
When I get on my knees and lick her hand,
she screams.

I am a new man.
I snarl at her and bark.
I romp with joy in the bookish dark.

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Canela

O meu bolo de mel e canela com passas.

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Do alto da janela aberta

Scatter

vou errante e disperso

saio desse universo

onde lutas por estranhas utopias

para melhorar os teus dias

mas a vida é mesmo assim

um caminhar sem fim

na direcção mais amena

em busca da paz serena

onde o inteiro se divide

e a soma se decide

entre tão pouco e tanto

escolho o que sempre tive

um breve e fugaz encanto

ficar quieto onde sempre estive

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Tempo

Video and Film

é o tempo da paz colorida

da sequência inata da vida

navego em nuvens improváveis

devagar passam as aves

e por muitos pés que laves

contarás sempre comigo

nos momentos esquecíveis

por mais que não faças o que digo

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Ali fora

MINOLTA DIGITAL CAMERA

há coisas que não têm expressão nem açúcar

dominam a emoção com devoção

beijam o ar e seguem o círculo

não correm, fitam o interior devagar

apenas trocam e respiram por pura paixão

o deve e haver resume-se a um nublado nulo

Ω

passam os dias

pequenos poemas serenos

noites em branco, manhãs frias

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Espírito

nem sempre dar é gratuito
nem sempre amar é dor
baixar os olhos custa muito
baixar os braços é melhor

dizer e não o fazer
esperar que a maré encha a praia
morrer
ou talvez a sorte caia

dois lados incompletos
o medo e a linha recta
um perde-se, a outra duvida
(simples gestos)
afiada a ponta da seta
dói menos a ferida

a paz ficou negra e sem alma
a fé é só uma
parte
não tenho nada a dar-te

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Hang

december sunset

faz uma pausa

sente tudo como se nada fosse

tudo o que há de final nos dias

acorda depois para nova causa

seja ela a condição para tudo o que se disse

(pois nas horas difíceis sempre sorrias)

desconheces o que sou

os caminhos por onde vou

não julgues as falhas

nem as janelas por onde olhas

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