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Archive for Maio, 2013

Sun setting

ao chegar o fim de um dia

os momentos breves que se guardaram

como folhas secas entre as páginas de um livro usado

liberta-se ao longe tudo o que seria

paixão comprometida pelos abraços e beijos que se deram

acordar perdido pelo tempo passado

sentado no chão e no limiar da derrota

todo um sol que se esgota

onde navegam sonhos e planaltos

honra seja feita aos sábios incultos

tudo ou nada, sem meio-termo

justiça cega que a verdade carrega

humildade intensa, num lugar ermo

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Visões

hush

no doce discurso da paixão

as janelas e as portas repetem

gestos e lembranças

por muito que surja o não

há estranhas vontades que se metem

nos ritmos encadeados das danças

¨

a perspectiva do alçado principal

engana a partir do ponto de vista

longe ou perto, tudo parece igual

por mais que a vontade desista

recuar no tempo morto

e no desígnio

devolve o mar incerto

e o suplício

e o que está feito

não se perdoa

certo e perfeito

não é coisa boa

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Vento

navego ao sabor
de memórias fáceis
de amargos dóceis
que nunca terão valor

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Máscara

greek

não, não há em mim mudança

nem riso nem lágrima, apenas eu

que espera e alcança

que guarda o sol no silencioso breu

não entendo nem pretendo

escuto mas nem sempre ouço

as palavras e os ritmos em crescendo

já não chego à água do fundo do poço

deixem-me lá ser o que sou

é tarde para ser diferente

gosto da quietude onde estou

de ser cometa ausente

já perdi o método e a obsessão

ganhei pouco para além do sorriso

mas se um dia me ouvirem dizer: não!

talvez aí já não seja preciso

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Sem

nem tudo são coisas que se aprendam
talvez porque são
leves demais para a ilusão
sem um olhar cúmplice nunca chegam
a deixar marca na areia molhada
sem tentativa nem erro
dimensão falseada
pedra suja num aterro
|
e num gesto imperfeito
quebram-se os laços
e as fases más
toda a honra tem defeito
tropeço nos meus próprios passos
deixo a verdade para trás

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Trapos

ah, interjeição de cor neutra

bandeira de paz do contra

hoje é dia de contra-dança

de afiar a lança

de combater os inimigos de agora

e os amigos de outrora

que se julgam sem acórdão

e que morrem sem perdão

de toda a energia que flui

dos ciclones onde nunca fui

à noite ouve-se o vento e a lisura

ilumina-me a vocífera  nuvem escura

sublime e sem nó cego

frase esquecida do desassossego

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Aleg(o)ria

Maio, 16

Não, não tenho uma vontade expressa e extrema de estar no meio da multidão ensurdecedora, confusa, indiferente. Se fosse apenas eu e as minhas frases feitas, a minha poesia intrínseca, as minhas fotos de ciência inexacta, a minha raiva rasa e contida. Escudo e ameia, areia e nuvem. Resta-me alguém ou mesmo ninguém, que traga o barro e a água, o arame e harmonia, para ser apenas um homem finito e feliz.
No silêncio que ilumina o chão e a alma, gerou-se uma paz revolta, um arco-íris bipolar. Observar e deixar acontecer…

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