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Archive for 15 de Junho, 2013

quando o vento chora

e o sol se põe devagar

o amanhã será agora

se a vontade chegar

ser assim como a terra árida

ter e não ter nada

a lua e a madrugada

e a suave raiva contida

aos poucos vai chegando o fim

cai a pétala do jasmim

morrem as palavras e o desejo

esquece-se o abraço e o beijo

calmo, calado e sozinho

fruto, fugidio e sem caminho

poderá um dia ser diferente

deste e de outro ausente

como se fosse uma tangente

rosa velha sem espinho

nódoa em camisa de linho

de tanto pensar em nada

de muito pensar no escuro

ficou romba a espada

e o passado sem futuro

mas se depois eu não estiver

e de mim ninguém souber

terá sido: haja o que houver

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