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Archive for 17 de Julho, 2013

Sem(ana)

a imagem era apenas sombra vaga

que o vento estraga

e a chuva alaga

mas como a condição é nobre

e a palavra pobre

não há verdade que se cobre

não há número que dê sorte

nem chaga que traga a morte

vogando no vento norte

(…) atira para longe o passado

os dedos que tocam o fado

a parte nua desse bocado

e sem ti há pouco espaço

sorriso, beijo e abraço

– sou eu, tu e as feridas

as nuvens e as cores tingidas

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depois de partir para a distância curta

para a rotina incerta

voltei

e ainda assim não sei

porque está o açucareiro vazio

e a foz sem rio

talvez fosse a formiga castanha

capaz de destemida façanha

de deixar a boca azeda

e os passos fora da vereda

mas se coisa tão pequena

esvazia o conteúdo mais doce

nem a brisa mais serena

tiraria a corrente que fosse

até ao fim da vazia vida

só, suave e sentida

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