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Archive for Agosto, 2013

Onde

este é o tempo das cigarras
os dias vão ficando mais pequenos
caem as folhas das parras
escrevo cada vez menos
       repito acções e erros banais
       os olhos vêem um futuro difuso
       onde a idade é sempre a mais
       simples ideias que já não uso
depois virá o outono
e o silêncio luminoso
o cão sem dono
e o caminho sinuoso
              procurarei o meu canto
              sem versos nem pranto

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Dark room

Lamp in a dark room – Aaron Pruzaniec

as gaivotas voam ao sabor

do vento

ou pousam em bando

na areia

a lâmpada acesa faz calor

ou esquecimento

até quando

imita a verdade alheia

tudo o que não escrevo

aparece às escuras

pois nem sempre levo

as folhas mais puras

depois depressa as esqueço

a paixão não tem preço

nem sequer se revela no escuro

mas faz brilhar o coração mais duro

interessante coincidência

ou apenas ilusão

às vezes sim outras não

as teias de circunstância

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Fogo

quando nada em que se acredita
é o melhor que se vislumbra
arde o filme e a fita
só a nuvem de fumo faz sombra

ir e lá ficar
dizer tudo o que esqueça
existir e não criar
não é rotina que alguém mereça

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Mix

ah que bem se está em

lado

nenhum

mas noutros sítios também

se canta

o fado

que nem sempre os males espanta

nas ruelas

de lugar algum

onde há paixões singelas

Ξ

ombro a ombro se faz o abraço

o aconchego no regaço

olhar em frente

e esquecer o presente

o passado

e o futuro

pois a vida é lado a lado

num dia que amanhã será inseguro

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Dor doce

sky and shy

queria encontrar

algum lugar

aonde ninguém fosse

uma dor doce

uma formiga no mel

e levar o meu cinzel

para esculpir

ou talvez sorrir

e ali ficar esperando

até quando

a lua morresse

e Saturno aparecesse

sem anéis e sem brilho

rompendo um novo trilho

–  apagar a memória

não fazer parte da história

nem do pó do Universo

apenas um epílogo em verso

(looping around)

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Estes lugares vazios

só por piedade
o sol foi a inspiração
nada te diz o que sei
fútil é a vaidade
distante é a definição
de tudo aquilo que dei
       da memória fica um segundo
       da paixão talvez não
       num palheiro estará o meu mundo

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o que interessa

zz

se vês o que dista dos outros

intermitente

ou apenas o vento

que te leva onde há batalhas nuas

letras que não são as tuas

lamento

mas um dia elas serão gelo quente

dúvidas que sempre ganharão noutros

menores que nós

verdades sem voz

oásis sem água

soalho sem tábua

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