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Archive for 28 de Setembro, 2013

Monólogo

já passou a tempestade
a idade
a fé
pé ante pé
o sono
o cão sem dono
e na sentença do juiz
há olhos fechados
uma árvore sem raiz
um coração partido aos bocados
as folhas vão caindo
sem que haja chão ou terra
no trivial vamos indo
quem não tenta não erra
diferentes causas
mesmo fim
longas pausas
num banco de jardim
hoje já é deixa de ontem
amanhã aguarda vez
os dias são de quem vem
molhado com tantos porquês
esgota-se a dimensão
para uns é sim, para outros não

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Súbito

tão hostil
como uma flor perene
a coroa é um funil
não o halo de um gene
       dizer e não fazer
       se fosse fácil era passado
       para amargo há o perder
       o que  se vê noutro lado

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