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Archive for Setembro, 2013

Parcial

tree alone

cinquenta

não pensei mais que um dia

que chegaria

a esta tormenta

de caminhar devagar

e lá atrás ficar

sem nada a desejar

mais que um passo

menos que um abraço

uma rosa no regaço

tanto a aprender

por um fio ou uma linha

pouco a defender

conquistas do que não tinha

do resto que aí virá

ninguém sabe se floresce

onde paralela não há

tudo o que fica, esquece

mas a memória já falha

a visão atraiçoa

o amanhã é o que calha

desde que o passado não doa

quando a cabeça repousa

adormece a tempestade

escurece a verdade

arrefece a amizade

e o medo já não ousa

mas até que acabe a raiz

tudo o que se escreve e diz

ficará como cicatriz

onde nunca houve ferida

nem batalha vencida

ou vitória perdida

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Algo-ritmo

toda a minha existência assenta em números, desde a primária até à minha vida profissional, onde sempre tiveram mais-valia sobre a técnica e gestão, ou sobre a virtude de vender; outra coisa são as datas e os momentos – bons ou maus – que aí se registaram, libertando sentimentos primários e gestos intrépidos, mas são estas manadas de dígitos, bandos de somas, cardumes de subtrações, colmeias de multiplicações e hordas de divisões que ditam a ciência humanística da minha vida.
onde tudo é breve, calculado, quieto, medido, memorizado, numerado, balizado, quadrado, silenciado, justificado, guardado, equacionado, distanciado e frio. como o resultado final!
gostava apenas que o algoritmo fosse uma regra de três simples, mas o quociente deixa um resto muito curto, onde não há álgebra nem gramática que definam uma linha recta cheia de palavras de compreensão e resolução.
sem prova dos nove…

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Fases

image

deixei que fosse assim
doutra forma talvez
nasceria outro fim
mas não seria aquilo que vês
o que foi já tem história
o que virá crescerá na memória

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Hera

quando a pouca ilusão
se afasta
procura um palheiro abandonado
onde a hera é compaixão
e a deriva não se gasta
pelos erros do passado

subir sem ser silêncio
morrer mas mitigar menos
viver vem de um vazio
só em sentimentos serenos

enfrentar convexos alheios
não é luta para mim
se os nós são anseios
deixa-os cegar assim

agarro o tambor
e juro no escuro
que será doce o ardor

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Madrugada

Inexplicavelmente perdida na bruma
Só por ter escolhido o caminho certo
Quando a paisagem é só uma
O fim fica sempre mais perto

E se houver algo que te guie
Recorda-o sempre
Em cada madrugada que se inicie

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