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Archive for Novembro, 2013

F1000025

uma filha

uma árvore

uma capa

a morte

nunca aconteceu

mas isso sou eu

ou a sorte

um ponto no mapa

um veio no mármore

uma fogueira na ilha

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De mal com a maré

tenho uma parede branca
de azulejos
onde a pureza é franca
na sede de desejos
_
mesmo quando tudo escurece
e já não há barco de regresso
outra teia se tece
naquele que a ti peço

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Mínima

quando houver
um caminho sem curvas
chove e nasce um rio de águas turvas

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Figura

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entre tanta linha
e escuridão
a vontade caminha
mas nem todos os passos se dão
acaba o que começou
onde há silêncio, eu vou

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image

num dia qualquer
desses sem rotina
silenciosos
abre-se a janela
e na brisa que vier
dissipar a neblina
posso juntar-me a ela
e saborear a corrente
até ao poente
sem dor nem remorsos

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Neste dia de gestos fáceis

vai e vê de perto
junta o joio e procura
a paz no peito aberto
a espada na noite escura
(…)
só porque as palavras faltam
e as mãos se esvaziam
não é aqui que cai o pano
nem o último engano
desperta bem cedo
e se liberta do medo

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Hábito

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de todas as forças
e fraquezas
que me iluminam
há mais do que mereças
mas dúvidas e certezas
não são lições que se ensinam

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A(pagar)

sempre foi a
mera observação e tabuada –
perspicácia adocicada de
números e capítulos seguintes
– que fez a luta ser travada
e a diferença feita com
zeros e vintes!
a espada, embainhada
a seta, em linha recta
o verso, sempre disperso

aos poucos o
turbilhão de palavras guardadas
tomou a ciência exacta
fez-se amizade e deu-se a mão
o alicerce parecia firme e
a rota foi pelas estrelas
outra virtude tão lata
numa poesia disforme

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Shunt

o fim de uma linha
não é um ponto final
na entrelinha
a suposição é desigual
basta um passo
para o abismo
voar no espaço
morrer no lismo
lições sem acções
horas sem demoras
cavatinas sem rotinas
paixões sem ilusões
#
na ordem do caos
os bons são maus
e os botes são naus
no sonho e na morte
há despertares de sorte
e o fraco vence o forte

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Cá dentro

há uma rebelde paz
de ser menos que nada
acordar de madrugada
e de mais não ser capaz
do que ir à janela
sentir a rua e olhar a lua
só porque nada resta entre mim e ela

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