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Archive for Fevereiro, 2014

Por onde

não há verso

nem corda

na minha caixa

na minha concha

há somente uma mancha

uma mesa baixa

um nó que acorda

um poema disperso

Ξ

sei que tenho espaço

e voz

e também te tenho a ti

a cada passo

a cada voo de albatroz

desde o dia que não parti

ø

desde sempre pó

resultado sem soma

num abraço sem dó

flor sem aroma

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Na

A culpa é do sódio, da ilusão da capacidade, do passado de conquista vã, números de circunstância e acaso de sol nascente.
Mas aqui chegado, cansado, impaciente, perdido, expectante, didata, metódico, autêntico, ultrapassado, grisalho e ingénuo, ocupo o meu lugar no campo de batalha, de peito aberto e emoção válida.
Em baixo, ajudo. Em cima, fecho.

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tempo de mudar

image

a porta
pode ser a entrada
a janela
a saída
cá dentro o que importa
um breve tudo, um longo nada
uma cortina amarela
um abraço na despedida
       renovar o ar
       mudar o horizonte
       uma paixão que conte
       no que em mim faltar
o sol e a tempestade
o mar e a amizade
o sim da ingenuidade
o não desta verdade
pura e silenciosa
mais poema do que prosa

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Árvore

dúvida de alma vazia:
folhas perenes
ou raízes fundas?
nona e calma sinfonia
linhas de outros genes
(palavras que dizes) profundas

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Vamos

Dead leaf

Pelo sonho é que vamos

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama (10/04/1924 – 07/02/1952

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da noite e da quimera

Dreams

nesta casa

de branco caiada

nunca entrei

mas fui eu que a caiei

no fresco da alvorada

onde o sol sempre se atrasa

neste campo de rosmaninho

de intenso aroma

e de abelhas sem fim

fiz um banco de jardim

deixei a noite numa redoma

e o vento no moinho

Θ

tanto sonho

de sombras pintado

de dor curvado

onde os olhos ponho

já depois de acordar

o dito ganha o infinito

para noutra noite voltar

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Debaixo dos cedros

tempo de ficar sem
água para beber
e voltar a não
saber
contar
até cem
– de sentir o perdão
e chorar
de alegria
e rir da tristeza
fria
morta na mesa
       as espadas e as frases
       afiadas
       ferem e fazem
       sentido
       num elo perdido
       nas roupas que trazes
       sujas de coragem
       e outros nadas
_
a virtude
é rasa
a atitude
foi brasa
queimou
cicatrizou –
outro dia
de escrita tardia

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