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Archive for Outubro, 2014

Só ontem entendi

ontem
um dia pálido
ofegante e opaco
hoje outro vem
válido
fraco
não há factura para o merecimento
nem balanço para o desprezo
deixem-me aqui
no meu viver cinzento
preso
só eu sou daqui
dessa revolta pacífica
da empatia honírica
dos números sem lírica
porquê tu e não eu
que em mim faço breu
rezo mas sou ateu
fecho todas as cortinas
esqueço tanto do que me ensinas
nessas linhas finas
há ainda a corda da esperança
que se tece
e alcança
com uma prece
um rosário de prata
um epitáfio sem data

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Verso convexo

sou
o caminho nublado por onde vou
a lua nova que queria ser sol
a água mole
tenho
fraca memória para o desenho
um lado vazio cheio de distância
pobre ganância
o que quero
é pouco mais do que espero
e falta menos que um segundo
para ser ninguém no mundo

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In-sulco

hoje foi dia
de fechar os olhos
e ler o que nunca li
nas cortinas abertas dos teus braços
se cá estivesses
e soubesses que desisti
de abrir o sulco
e plantar loucura
seria apenas mais um
dia
de ideias germinadas
em água morna
salgada
que traz sempre mais
que saudade
sonho
e lua inteira

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Passas

image

a quimera que era
ser e saber
mais que o eterno jamais
tudo é círculo e esfera
da seiva saberás aprender
nas ilusões onde sempre cais

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Tri-ângulo

no meu canto
não há melodia
apenas paz e guerra
espadas de pranto
estratégias sem euforia
sorrisos deitados por terra
       ergui muralhas e estandarte
       lá onde havia apenas calvário
       para quem parte
       cavaleiro solitário
       de ignorância e dó
       passos no pó
foi breve
a intenção
após tanto não
teme mas não deve

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Di sus pi roh

 

espera, um dia terás a paga, sem retorno nem demasia…

a cada instante muda o objectivo, a constância – olha em frente e sorri 🙂

exagera e retribui!

Fig ure it

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Just another surplus

livre de todo o conceito
só esta dor no peito
pela luta acumulada
nas trincheiras da madrugada
é lá longe que quero descansar
e nem perto de o alcançar

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e se toda essa
causa que faz pouco
pela vontade
e devolve a promessa
de ser louco
sem saudade?
tudo parece vazio:
os caminhos
as horas
os pneus
– já prometi ao frio
rosas sem espinhos
as lágrimas que choras
e todos os outros eus

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Outono

Há flores amarelas no Outono. E mistérios insolúveis no desleixo recorrente e sintomático de quem não lavra responsabilidades!
Mas hoje também percebi de onde vem este suave escudo de concha, este saber inato da espada embainhada. E a semana seguirá castanha, chuvosa e fria. E o brilho nos olhos terá outra virtude…

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o vento e as suas vias

traz tantas alegrias

e tristezas

mas não se pagam as certezas

com essa vaidade impoluta

na terra enxuta

nada germina

nem o futuro se imagina

e se esta realidade paralela

se afunda como um barco sem vela

desisto e vou a pé

se o caminho me levar até

ao fundo

ao fim do mundo

ao princípio da coisa

ao ramo morto onde o abutre poisa

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