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Archive for 31 de Outubro, 2014

Só ontem entendi

ontem
um dia pálido
ofegante e opaco
hoje outro vem
válido
fraco
não há factura para o merecimento
nem balanço para o desprezo
deixem-me aqui
no meu viver cinzento
preso
só eu sou daqui
dessa revolta pacífica
da empatia honírica
dos números sem lírica
porquê tu e não eu
que em mim faço breu
rezo mas sou ateu
fecho todas as cortinas
esqueço tanto do que me ensinas
nessas linhas finas
há ainda a corda da esperança
que se tece
e alcança
com uma prece
um rosário de prata
um epitáfio sem data

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