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Archive for Dezembro, 2014

altura de votos

e desejos

iguais a tantos outros

sonhos de novo presos

ecos distantes de nuvens claras

navios soltos de tantas amarras

daqui a outros tantos dias

encher de novo as canecas vazias

cá estaremos, se pudermos

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The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2014 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

A San Francisco cable car holds 60 people. This blog was viewed about 1,100 times in 2014. If it were a cable car, it would take about 18 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

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Nota final

de contar dias e desencontros
se fez mais uma fase
(de tudo ou nada ou quase)
podia acabar noutro dia
noutra viela vazia –
escura e pura
– silenciosa nos seus encontros;
e assim se reaprende
a cada erro, a cada passo
no ponto final se entende
a dimensão dum eterno laço
que, para lá da perda, perdura

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restam as ideias sonhadoras
a frio
demasiado foi o passo não dado
dançar às escuras
nunca ninguém te viu
ser a arma do soldado
ser o sabor da corrente
ser simplesmente

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Polegada

está rotura tentadora
que me afoga
num mar sem marés
calmo como as asas ao vento
é a distância
é a indecisão
que divide e onde resta o quociente
para lá da vírgula
só o medo
gasto e sem mácula
lúcido e voraz
melódico e metódico

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Duende

na escura floresta
vive um duende
a casa que defende
tem telhado de giesta
corre sozinho
pé descalço e frio
bebe água do rio
faz das raízes o caminho
não tem nada
senão cada momento
e a sinfonia do vento
acordando a alvorada
_
agora que não há
vozes do lado de lá
ficam os reflexos do passado
num espelho velho e quebrado

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2.35

quando se apaga
uma linha
uma intenção
que a manhã traga
uma estrelinha
uma razão
para continuar
no carril frio da coragem
na contraluz do luar
no camuflado da paisagem

se nesse mar tranquilo
voam as gaivotas e as espadas
ao lado das árvores caídas me perfilo
e um dia serei o último degrau das escadas
pedras gastas
lágrimas vastas

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