Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Janeiro, 2015

Combate

são tantas as derrotas
as tormentas
as indiferenças
não são moedas e notas
as vitórias que acalentas
as virtudes em que pensas
têm espada afiada
escudo de veludo
azul
vento de sul
silêncio solitário
eterno dilema dum poema esquecido num caderno
de capa preta
vivo violeta
sepultado no fundo duma gaveta

Posted from WordPress for Android

Anúncios

Read Full Post »

Condensação

acorda
vê a escuridão que ata
todas as coisas falíveis
a corda
tem um nó e mata
tantas surpresas risíveis
para quê o sumo
se tens a polpa
assumo
que guardei a culpa
a vida no chão
os olhos não
lapso da nua razão

Posted from WordPress for Android

Read Full Post »

Quase outra fase

li uma linha de horizonte
deitei fora o agora
amanhã ainda há água na fonte
e ninguém diz que chora
sentir e não dizer
fechar os olhos e ver
esquecer
horas vazias
assim se levam os dias
por entre indiferença e ironias

Posted from WordPress for Android

Read Full Post »

De vida devida

não é bastante o condicional
se a condição for menor
que a força do habitual
hábito de viver ao sabor
de correntes e brisas
do suficiente que precisas
para cada dia viver
como se amanhã fosse o renascer
do sonho possível
numa contracurva impossível
se a vida é dívida
sê para mim a dúvida
dessas que brilham nas promessas

Posted from WordPress for Android

Read Full Post »

Rédea

quando a inocência é fardo
tudo fica distante
brilham os olhos do gato pardo
a felicidade é um breve instante
seguras as mãos onde nada há
mergulhas no escuro de cada esquina
cada adeus é mais um até já
um farol apagado na neblina
e ainda há tempo para cavalgar
na planície deserta
de correr e chegar
a uma porta incerta
e voltam as coisas simples e banais
de esconder a inveja no baú
onde estão as demais
virtudes que tratas por tu

Posted from WordPress for Android

Read Full Post »

Cantaria

Penso em palavras para escrever

Bailam como rédea solta

Morrem ao nascer da aurora

E não saiem da boca para fora

(Também não fazem falta

Para quem as não quer ler)

Vou gravá-las na pedra

Branca como mármore

Ou esculpi-las como ferida

No tronco duma árvore.

 

Cut and refresh!

Read Full Post »

(H)ouve

não me procures
se não estiver perdido
não me encontres
se não tiver morrido
não compres
nada tenho para vender
não grites
tudo o que possas dizer
ouve e pergunta com calma
se houve um dia para construir essa alma
sem pranto
sem encanto

Posted from WordPress for Android

Read Full Post »

Older Posts »