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Archive for Maio, 2015

no meu silêncio cruel
há um labirinto luminoso
uma folha de papel
um vazio majestoso
já não durmo, já não sonho
imagino a aura da glória
não a mereço nem a ponho
é doutros essa vitória
dizer
lembrar
esquecer
deixar
a constância da desistência
esse maldito laço que se desata
desvendando a ausência
que fere e mata
só assim
tens fé em mim

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Madruga

a brisa diz-me que
o dia nasce sem pressa nem
raiva
é assim só
porque a alma de hoje
não é igual à de ontem nem
de amanhã
renasce da escuridão dessa
madrugada banal
e só a sede de ser
dia diferente de outro
qualquer que queira quebrar
a paz divina de
acordar e sorrir

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quem dera ser
e não estar presente
nos momentos em que definhas
as linhas que desalinhas
nesse pensar ausente
falar e nada dizer
   não há maré para o limite
   negação não tem morada
   haja quem hesite
   ao sorriso da alvorada
e nesse abraço convexo
não há sombra nem reflexo

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Nota (im)própria

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Estamos em nós, sem fantasmas para perseguir. Gostamos do sol e da areia limpa. Somos felinos, sem fel.

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Seria ao serão

que as voltas da vida
deixavam de girar
e ser apenas noite
e o seu epílogo
ter apenas uma palavra
a mais que o vento
subir ao sabor do saber
onde o erro é a soma que ninguém quer
quando perdes
é mais que subtração
tudo fica vazio
e pleno de razão dividida
tudo o que condiciona
é a condição humana
de viver
sob a mortalha sem prazo
ao acaso
até ao fim

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resto zero

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as entrelinhas
e as folhas sozinhas
caídas onde ninguém vê
e no fim da jornada
a memória
não tem história
nem paixão dedicada
dedica
deixa o resto
sem manifesto
só o laço fica
sem nó
nem dó
paz e po

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MINOLTA DIGITAL CAMERA

Uma lágrima

É uma palavra que se solta

Uma viagem sem volta

Uma estrela que vem de cima

¨

Uma estrela

É uma moldura vazia

Uma viagem ao final do dia

Uma pintura sem tela.

O pormenor é o que menos importa. Ou o seu reverso. Como uma medalha ferrugenta que limpas para perceber o relevo. O trabalho do artesão. Uma arte sem técnica. Uma revolução suave e com muita duplicidade. Mas não trivialidade. Obra de operário sem salário, sem horas, sem desejos. Nem sempre longe, nem sempre perto. Uma vitória sem confronto. Uma flor sem raíz. Uma fonte sem água. Apenas pedras e terra.
Pura como o silêncio. Brava como a saudade. Egoísta como a paixão.
Nada se fará como no passado. Apenas a folha morta irá ficar dentro do livro cem vezes lido, deixando a sua marca, o seu odor. Terra... Negra, castanha, seca. Viva.
Corre. Desfruta o vento e a noite.

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