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Archive for Junho, 2015

fico aqui neste canto
onde há água fresca
e paz
só porque estou sem ti
sem o teu seixo polido
e as aves dormem
na sua árvore de folhas ao vento
onde não há amargura
vícios caducos
de manhã vem a loucura
e a rotina cinzenta
mas é a necessária
a que tu não pediste
mas sobes os degraus
para a decisão solitária
a que o medo resiste

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Before you go further,
let me tell you what a poem brings,
first, you must know the secret, there is no poem
to speak of, it is a way to attain a life without boundaries,
yes, it is that easy, a poem, imagine me telling you this,
instead of going day by day against the razors, well,
the judgments, all the tick-tock bronze, a leather jacket
sizing you up, the fashion mall, for example, from
the outside you think you are being entertained,
when you enter, things change, you get caught by surprise,
your mouth goes sour, you get thirsty, your legs grow cold
standing still in the middle of a storm, a poem, of course,
is always open for business too, except, as you can see,
it isn’t exactly business that pulls your spirit into
the alarming waters, there you can bathe, you can play,
you can even join in on the gossip—the mist, that is,
the mist becomes central to your existence.

— From Half of the World in Light: New and Selected Poems by Juan Felipe Herrera.

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Augusta

Tu que me ensinaste tudo

Tu que me ensinaste nada

Deste-me um dia a madrugada

Tiraste a espada

Deste-me o escudo

Deste voz a quem era mudo

Hoje sou eu que te quero dar

Mas quase sempre te retiro

De ti apenas um suspiro

Porque a idade não te quer ajudar

És uma gruta onde se está bem

És um rochedo, és um segredo

Mas és apenas tu, minha mãe

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Contra medida

Se eu falhar, tudo me cai em cima… se eu não falhar, só cai uma, a minha consciência.

Não me defendo com a ignorância das coisas, não rejeito uma luta em campo aberto.

Estou quieto, calado, transigente, liminar, ébrio e rabugento.

Sou mais a sombra que o sol.

Estou mas não estou.

E vou.

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ergam as palavras lisas
sem capa
subterfúgio para almas diferentes
e não serão precisas
linhas no mapa
unidas e dolentes

de manhã há menos luta
a neblina traz paz e contradição
só o semblante refuta
essa trégua na lição
os peixes, as aves e as formigas
não são exemplos que sigas

a fantasia fácil
tem a morte e a sorte
envenena como um doce dócil

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Juno

de noite as espadas têm descanso
as batalhas são maré cheia
bravura que não alcanço
neste castelo de areia
de ameia aberta
nesta praia deserta

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Outras eras

quis ser concha na maré
nebulosa distante
asa ferida
eu
de olhar no chão
marinheiro da ré
leitor errante
lágrima esquecida
método meu
meticulosa equação

venha o fim
assim
sem dor
sem amor

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Regulus

encontrar ritmo em cada lágrima
porque um dia deste a alma
e o verbo
que seria o brilho e a razão
de ter vivido
debaixo do céu estrelado
desse verão sem fim
hoje há somente amargura
doce e queimada
vem e leva tudo o que faço
nesta vida hostil
vaga
seca
sem entrelinhas

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Lone, and wanting thee, I weep;

Love and sorrow, one existence

¨

Yeats

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Às vezes penso

Sentado no mocho

que a filosofia é uma cesta de vime. Questiona a parte incerta que não se vê.

A Critica da Razão Pura terá sido escrita na base de uns Schnäpse?

Não pergunto, não entendo, não sei a volta a dar nas ruas apinhadas. Pressinto apenas forças contrárias, buracos negros iluminados.

À condição, escrevo uma ode de 7 palavras, toda a minha dimensão literária cabe numa sebenta. Os floreados são chamativos e aromáticos mas em jarras, em molduras a imitar o antigo ou conquistas mudas de prazer.

Só sei que nada sei, foi  a frase que me valeu o olhar dos colegas de turma e o sarcasmo do professor- hey teacher – marcando uma época e uma desistência mais na vingança atribulada.

O quadro negro será sempre a minha paisagem de sonho. Sonhar a cores é audaz. Viver é errar mas prosseguir. Morrer é errar mas desistir. Sem pausas. Sem fórmulas. Sem círculos…

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