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Archive for Julho, 2015

MINOLTA DIGITAL CAMERA

nessa gasta perspectiva

 

entre  as linhas que voam no escuro

sorriem anjos e desventuras

todas essas que aturas

esquecendo para sempre o futuro

não é a idade que pesa

é a indiferença que lesa

esse murmúrio melodioso e odiado

que o vento dá sem destino

mas onde há corda, há sino

sina escondida neste brado

a valentia menor dá asas à frustração

diligência maior da imaginação

¨¨¨

a vontade é pouca

e pouco diz

a voz rouca

que ninguém quis

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Sombras e base

quase como peixe
preciso de engodo
mas há quem o deixe
na areia e no lodo

dizem que as lágrimas
têm sal
e lavam a alma
choro
sobre o que da vida não sei
neste ocaso opaco

não deixarei o passado
para trás
esse fiel escudeiro desalinhado
é tudo o que aqui me traz

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F1000029

 

ser vazio

cão vadio

na sombra do estio

onde estão as dúvidas

e morrem as dívidas

cremam-se as vidas

na mistura

no mistério

riscar o que para sempre perdura

no que falta dizer no epitáfio no teu cemitério

 

 

¨

preencher linhas

entrelinhas

baldes de massa

coisas que ninguém faça

¨

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

contar até cem

sem

respirar

ar

ainda assim viver sem amanhã

gritar de manhã

se me disseres que sou apenas mais um

ou nenhum

serei sempre a desilusão com que ninguém conta

o fio da navalha que fere até à ponta

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Raiz sem alma

não se agrada ao satisfeito
a que tudo é suficiente
balas no teu peito
estima ausente
implícito no silêncio opaco
voa do ramo mais alto
fazer do forte, humilde fraco
a esse intento sempre falto
       errar não é defeito
       nem falta de jeito
       é falta de brio
       tempo vazio

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Entre tanto

lentamente vou gritando
só para que a voz
não trema
e perca o lema
de falar a sós
com o mundo girando

busco a forma rápida
sem dor nem sequer amor
com tempo para a despedida

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estou do lado do poente
surjo ao crepúsculo
daqui à lua é um pulo
só não sei viajar na corrente
está mais alguém
a meu lado
brilha como ninguém
no céu estrelado
sou assim, pequeno
sereno
ameno
quem me rodeia
não é lua cheia
apenas meia

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viver é uma coisa chata
a existência é lata
aguardando o fim
sem esperança em mim
tudo conta
de pouca monta
números e linhas e passos
lágrimas e abraços
crença na bondade
indiferença na maldade
as mesmas passadas
nos mesmos caminhos
obras inacabadas
velhos pergaminhos
mais um solstício
admirando o precipício

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