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Archive for Agosto, 2015

Não é raiva nem dor

Noutras memórias me afundo

Por serem minhas e tuas

Têm um rasgo profundo

Nestas nossas mãos nuas

 

Não é raiva nem dor

Depois será o que for

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Já faltou mais

do avesso
esse contrário que não emendo
nem com o terço
serei o que vou sendo
escasso
perdi tudo a que sorri
serei ponto final e traço

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Embargo

se não entendes a minha vida
nunca entenderás a minha morte
pois levarei a minha sorte
a minha poesia esquecida
e no meio das folhas
que caem no Outono
das árvores
nunca jures
nunca sejas dono
da verdade e das escolhas
a minha fé é apenas isso
uma mão fechada
um esquisso
uma longa estrada

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faz parte
desta solidão colorida
de noite ou de dia
não entendo o brilho da arte
o sentido da vida
a escuridão onde ia
voei
chorei
deixei
desisti
não de ti
mas parti
queria o final da viagem
o teu beijo
um simples desejo
a luz na paisagem

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apagam-se as linhas
e os erros binários
todas as conquistas que tinhas
são agora defeitos diários
feridas
sementes sem terra
caminho árduo na serra
ideias rudes
velhas virtudes
erguidas
parece fácil dominar o fim
acabou tudo aquilo que não sou
difícil é sangrar o sim!

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Verso solto

de cabeça cheia
e coração vazio
perdi-me na colmeia
desfia-se o fio
nesse amanhã condicional
onde não há bastidores
dormem os guerreiros
e os poetas inteiros
que não têm seguidores
nem missa na catedral
– corpo presente
epístola aos sarracenos
oração ausente
sete dias pequenos -.

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Justo

(…)
coma
a soma
de tanta carga justa
custa
e é indesejo
bocejo
partilha díspar
remorso de par em par
não digas
não sigas
ideias antigas
(…)
passo a passo
grão a grão
virá tarde o abraço
veio cedo a solidão
(…)
e só a lua me sorri
e só o mármore frio me escuta
e só a tua alma me perdoa
ainda que doa
a luta
e a paixão onde morri
a custo
combate injusto

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