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Archive for Outubro, 2015

essa estrada
amarga
que o tempo deixou marcada
memória sem carga
para quê sofrer tantos anos
cada dia um sacrifício
viver de enganos
apenas desdenhar do início
sigo atrás de tudo o que me diz
a razão
a emoção
a ilusão
a dedicação
ninguém me deu o que quis
nesse impulso que não fere
a alma quer
ainda que alguém chore
e o coração pare
até esta estrada ser a tua
ficarei na berma à luz da lua

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Tree leafless

Tree leafless

“Lets talk and grieve

For that is the sweetest music for unhappy souls,”

W.B. Yeats “Mosada”

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Penas

Hope is the thing with feathers
That perches in the soul,
And sings the tune without the words,
And never stops at all,

And sweetest in the gale is heard;
And sore must be the storm
That could abash the little bird
That kept so many warm.

I’ve heard it in the chillest land,
And on the strangest sea;
Yet, never, in extremity,
It asked a crumb of me.

Emily Dickinson, 18301886


manta

nesses tantos lugares desconhecidos

onde o fim começa

nem a noite tem pressa

em ficar sem sentidos

       desmaia

       no chão de faia

       e dita toda a poesia triste

       se é que ela existe

       ou é apenas um modo de viver

       um fim sem morrer

       sob uma manta puída

       jaz um parágrafo da vida

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não sou de nada

de ninguém

um lenço branco que fica no bolso

a escuridão sombria dos dias pequenos

nada ofereço em troca

também tenho as minhas pedras

que lanço ao rio que corre para qualquer lado

sem pressa

desaguo

no mar da tristeza fiel

onde nasci num dia neste mundo

limpo de todos os males da concepção

seta sem alvo

por mais alvura que tenha a vida

será sempre cinzenta a minha partida

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