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Archive for Janeiro, 2016

matéria e forma

ides

pela manhã, quando me levanto

o cansaço é tanto

que me deito à sombra de mim

e faço um festim

num rio de palavras revolto

um tigre solto

na água fria do passado

¨¨¨¨

saturado da rotina

dessa crítica sem razão pura

baixo de novo a cortina

guardo no bolso a desventura

vou em busca do lilás

fica a neblina para trás

brilha o azul nublado

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sol

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Photo via Visualhunt.com

um dia o palco fica vazio

a plateia pede mais

um compasso vadio

donde nunca sais

fecha-se o pano e a caixa

o jogo de luzes baixa

amanhã vem o sol semibreve que à dúvida nada deve

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Photo credit: ai3310X via VisualHunt.com / CC BY

os olhos nunca ditarão a justiça alheia

em cada passo há a incerteza de seguir

das poucas palavras vinga um epopeia

espera um abraço e um velho sorrir

¨¨

além das muralhas do vento

ouvem-se os sinos de reunião

são batalhas de um sonho violento

nunca vencidas por omissão

¨¨

a manhã avizinha-se terna

se a souberes viver eterna

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a bordo

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Photo via VisualHunt.com

acordo

sou a escuridão

voo sem saber voar

vou a bordo

sento-me no chão

sinto outro olhar

outra estrela perdida

perdida no céu e na vida

só o seu brilho lhe indica o escuro trilho

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similar

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Photo via Visualhunt.com

sonhei um dia ser diferente

daquilo que hoje sou

mas quando olhei em frente

onde era para ir já não vou

 

depois tentei parar

mas a vida ia mais depressa

do que eu podia esperar

e a fome não era essa

 

molhei os pés na água fria

só porque o da frente o fazia

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escada

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Photo credit: Stanley Zimny (Thank You for 16 Million views) via Visualhunt.com / CC BY-NC

imenso é o espelho onde o silêncio reflecte

degraus gastos

sentimentos nefastos

lábios secos, puros e castos

e essas palavras repetidas todos os dias

as mãos vazias

sem valor de frete

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pinha

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Photo via Visual Hunt

um fim demasiado

um começo inóspito

ser parte de um composto

terra, água e cofre fechado

melodia de trecho inaudito

ficar quieto e não ser desgosto

(…)

chorar no peito da árvore caída no solo

voltar ao indulgente refúgio no colo

buscar resto de abundância na rédea da infância

(…)

entre o tudo e a intermitência

fica o mar chão e a ciência da equação

e alguém que não grita a tua ausência

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