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Archive for Fevereiro, 2016

clover

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro

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grey gulls

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Photo via Visual hunt

TO A SHADE

by: W. B. Yeats (1865-1939)

F you have revisited the town, thin Shade,
Whether to look upon your monument
(I wonder if the builder has been paid)
Or happier-thoughted when the day is spent
To drink of that salt breath out of the sea
When grey gulls flit about instead of men,
And the gaunt houses put on majesty:
Let these content you and be gone again;
For they are at their old tricks yet.
 
A man
Of your own passionate serving kind who had brought
In his full hands what, had they only known,
Had given their children’s children loftier thought,
Sweeter emotion, working in their veins
Like gentle blood, has been driven from the place,
And insult heaped upon him for his pains,
And for his open-handedness, disgrace;
Your enemy, an old foul mouth, had set
The pack upon him.
 
Go, unquiet wanderer,
And gather the Glasnevin coverlet
About your head till the dust stops your ear,
The time for you to taste of that salt breath
And listen at the corners has not come;
You had enough of sorrow before death–
Away, away! You are safer in the tomb.
 
September 29, 1913
“To a Shade” is reprinted from Responsibilities. W.B. Yeats. New York: Macmillan, 1916.

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Momento

Sentado no mocho

Terra nossa

 

Nesta ínfima parte que se deseja

Onde o sol aquece e alimenta

Como que do bolo apenas desejar a cereja

E da repousada vida o fardo que se aguenta

               

Nada mais que um momento

Que se guarda à vista sem cadeado

Nos dias cinza talvez caia em esquecimento

Mas estará sempre assim guardado

         

Não é o silêncio que no meu ombro chora.

Lá chegará o dia, mas não é agora.

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tempo de mudar

7.3.0

Sentado no mocho

image

a porta
pode ser a entrada
a janela
a saída
cá dentro o que importa
um breve tudo, um longo nada
uma cortina amarela
um abraço na despedida
renovar o ar
mudar o horizonte
uma paixão que conte
no que em mim faltar
o sol e a tempestade
o mar e a amizade
o sim da ingenuidade
o não desta verdade
pura e silenciosa
mais poema do que prosa

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baraço

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Photo via Visualhunt

se fores capaz de ser

poesia tépida no chão da vida

não basta querer

só o descrente acredita

que um dia poderá ter

uma paz infinita

uma nuvem que faz chover

nos olhos da despedida

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

de que lado se entrega um abraço?

como se desfaz um nó de paz

nas duas pontas dum simples baraço?

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cinco

MINOLTA DIGITAL CAMERA

cinco

sei que sou pó num canto

ou, se tanto

mera palavra reflexa

nessa luz convexa

da vida

da despedida

desilusão escrita nas paredes

água de poucas sedes

âncora do passado

leme do pecado

amora doce do silvado

pica, peca e contradiz o triste fado

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that little souvenir

 

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