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Archive for the ‘Escrita’ Category

 

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Photo via on VisualHunt.com

 

rivers to cross, numbers to forget, something to quit, face to wet, eyes to close, circles to break, errors to take, nights to wake.

another shot on a grey day, so many pains to dry and no stars in the sky…

let it burn, out!

 

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sentado em silêncio, viro as costas ao infinito, donde nada trouxe.

continuar… esse desígnio tão linear, pleno de caminhos, de lágrimas, de sorrisos, de palavras inéditas, de livros fechados, de memórias. entende o entretanto inexplicável, pois breve é alegria material, nas cinzas da lareira apagada.

os laços já são apenas traços, diminuídos pelo vento e pela chuva. concedo o abraço da despedida.

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algo

ritmo baixo, por entre tanta emoção sem lágrimas, deduzir imperativos menores, já que nada ensina a ser cavaleiro andante nem poeta errante.

encaixar espaço vazio com palavras certas, a quente, acordar para o dia crepuscular, tão cedo, tantas ideias, tantas conversas nunca tidas, impulsos contidos em páginas brancas, notas de rodapé, danças na escuridão do corredor iluminado pela luz alheia…

e mais uma tenaz reticência, pausa brusca, já lá vai o momento pródigo de dizer o exacto, de perceber o laço do sapato, da camisola azul gasta e reciclada. todos os dias a visto, como se regressasses a mim.

algo que tem tanto de teu como de meu.

a prosseguir…

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Claimer

de que servem as visitas e vistas sem nada para trocar? vocês que carregam num botão ou tecla só por que há um quê que vos toca, um reflexo que imaginam, uma interpretação que não pretendem: não me entendam, não me sigam, não se enfatizem, não sejam um número, sejam ausentes no meu silêncio…

visitas fazem-se onde o passado se perdoa, onde o azedo se torna doce e a paixão se dilui no sarcasmo opaco!

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curvas

sunset-over-city

Photo via Visualhunt

(quanto mais procuro as palavras, emoções soltas, menos elas surgem, ou não as encontro no turbilhão outonal; quase nada traz a lume novas ideias, novas conquistas, novos desejos, velhos sonhos – seja por vontade imaterial de perceber a vida de forma linear ou apenas por comodismo adquirido de tantos anos [como diria a professora primária]; não encontro dois sentidos numa palavra ou numa pessoa, sou unilateral, egoísta e ingénuo, reflexo positivo com carga negativa; nem sequer penso nos milhões de pessoas e gestos que há neste mundo desconhecido, apenas admiro a Via Láctea e o quarto minguante, onde deves estar à minha espera, com a curva da mão na curva do queixo, o olhar terno e o cabelo solto; para quê procurar a eternidade?)

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Nó direito

alcança a lembrança perdida na sombra inerte, já que o presente traz o passado a reboque, agora pode ser o que conta, não basta aceitar.

queria compreender as vírgulas, se são pausas ou contemplações momentâneas.

deixo para trás tudo o que me pesa: o primeiro amor, a bicicleta ferrugenta, o castigo merecido, o joelho ferido, os bastidores, o voo sem asas, o castelo de cartas, o caleidoscópio, a intransigência, o lume e a cinza.

todos temos tudo e temos nada. é uma questão de número e de oportunidade e de imperfeição.

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Contra medida

Se eu falhar, tudo me cai em cima… se eu não falhar, só cai uma, a minha consciência.

Não me defendo com a ignorância das coisas, não rejeito uma luta em campo aberto.

Estou quieto, calado, transigente, liminar, ébrio e rabugento.

Sou mais a sombra que o sol.

Estou mas não estou.

E vou.

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